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7 de setembro de 2014

Balanço Geral: Bienal de São Paulo!



    E como prometido... Aqui está o meu post especial sobre o fim dessa Bienal. Claro que, como não fui à Bienal de São Paulo, não posso falar exatamente qual foi minha experiência lá, nem como eu adorei ter ido, ter comprado as coisas... Enfim. Uma pena. 

    MAS como nossos autores parceiros Diego e Paul foram à Bienal, eu pude contar com os relatos deles sobre suas experiências, que é sobre o que irei falar também. Claro que, de restante, tive que pescar algumas informações em outros sites sobre essa matéria, e falei com pessoas que foram somente para comprar/ver os autores favoritos e tudo mais.

    Então, vamos aos números!

    Apesar do que muitos pensaram, a Bienal de São Paulo não encheu tanto quanto a edição de 2012 (que teve o recorde de pessoas): foram 720.000 pessoas andando por entre os estandes, suando para conseguir senhas, gastando pra caramba, reclamando de filas para ir ao banheiro-bebedouro-entrar-sair-comprar e também reclamando dos preços.

[Foto de Chico Prado/Rádio Bandeirantes]

    Certamente que, como vocês podem ter notado, os preços dos livros mais "procurados" não estavam tão acessíveis quanto antes. Vimos muitas edições por preços normais, preços "baratos", mas não tão baratos quanto nos sites de vendas e também vimos livros que estavam até um pouquinho mais caros do que aqui fora! (aconteceu com alguns box de sagas). Sim, isso foi uma DROGA! Afinal de contas, quando você pensa em Bienal, você pensa em... COMPRAR! E infelizmente você não consegue comprar tanto assim, tendo em mente que algumas editoras/estandes de livrarias - como Saraiva - mantiveram seus preços casuais.

    Por outro lado, tivemos também os preços mais "acessíveis", de livros bons e famosos, mas não tão reconhecidos assim. Vi gente que comprou mais de dez livros, sabendo aproveitar dos descontos de momento, das pequenas promoções e ganhando MUITOS brindes caso comprasse o livro tal - blusa, sacolas, bottons, etc, etc, etc (e admito que fiquei me coçando de inveja).

[Esse é o saldo da Bienal da Paula Graciella, participante do grupo de leitores "Leitores Anônimos", no facebook. Essa soube aproveitar bem o tempo e o dinheiro]
[E esse é o saldo da Mainara Oliveira, também integrante do "Leitores Anônimos"!]

    Mas, claro, já sabemos de tudo isso. Infelizmente, se você quer ir à Bienal comprar todos os livros que deseja para encher sua estante... É melhor juntar um bom dinheiro, e procurar diretamente nos estandes das editoras, porque nos das livrarias... Nem sempre você terá sorte em conseguir um bom desconto. E que a Bienal vale mesmo à pena para ver os lançamentos, saber notícias daquela saga paradona que não é publicada/atualizada há alguns meses, anos ou décadas e ver seus escritores favoritos dando palestras, ou pagando o maior mico com seus cosplays.

    E, falando neles, vamos aqui a alguns dados interessantes sobre a Bienal.

    Os livros mais vendidos, se em comparação com a Bienal de 2012, foram... NACIONAIS! Sim! O Brasil está tomando conta das vendas da Bienal, e levando mais lucro para editoras e estandes do que os livros internacionais, desses autores megaultrablaster famosos. Não que os internacionais sejam ruins e tenham que arder no inferno, mas é que isso mostra que a nossa literatura está crescendo cada vez mais no coração dos leitores! Quero dizer, antes ela era tão desvalorizada, tão largadinha... E agora, está crescendo tanto que chega a ser mais vendida na Bienal que os livros internacionais! Isso é MUITO legal!



    Me aproveitando do post da revista Veja, em seu site, eu colocarei aqui os dados mais interessantes sobre as vendas pra vocês.

    Aos fãs de John Green, sinto decepcionar dizendo que o autor caiu para segundo lugar de "mais vendido" no estande da Intrínseca, com seu sucesso 'A Culpa é das Estrelas'. O livro que bateu o grande astro foi "Não Se Apega, Não", da autora Isabela Freitas, que fala sobre superar o fim de um relacionamento, etc e tal. O que também é BEM legal, porque A Culpa é das Estrelas foi um dos maiores sucessos de todos aqui no Brasil - altas 'tretas' sobre ser modinha, não ser modinha, ser ruim, ser bom, ser clichê, ser inovador, ser romântico nojento, ser cancerígeno... Enfim - e ver que esse livro atual, novo, e nacional ultrapassou as vendas de John Green... É algo sensacional!

    Também temos, no estande da Record, outro livro nacional em primeiro lugar: Carina Rissi, com "Encontrada", que ficou na frente de dois títulos de "Instrumentos Mortais" da tão amada Cassandra Clare - que, aliás, estourou a população da Bienal nos dias de palestra e autógrafos! No dia 23, quando esteve lá, a população atingiu um de seus recordes de público, nessa edição, e tivemos até uma garota desmaiada [medo] - e, logo após, vem Paula Pimenta com "Princesa Adormecida", livro que ela lançou na Bienal e que está à venda nas lojas mais próximas a você - ou nos sites mesmo, enfim.

[Paula e seu lançamento, Princesa Adormecida. Fotos do fotógrafo do estande]

    No estande da Rocco - conhecida pelos seu sucesso imortal, eterno e adorado: Harry Potter - tivemos Carolina Munhoz e Sophia Abrahão, com seu livro "O Reino das Vozes que Não se Calam", que foi o mais vendido do estande, seguido por "Meus Quinze Anos", de Luiza Trigo, Raphael Draccon, com "Cemitério de Dragões" e Thalita Rebouças, com "Fala Sério, Mãe!". E todos esses na frente de Divergente, da Veronica Roth, que ocupou o quinto lugar dos mais vendidos na Bienal!!! E vejam só, Divergente tem filme, tem Shailene Woodley, tem livrinhos compactos e robustos de capas lindas... Quer dizer, essa é a literatura nacional crescendo de uma forma exponencial, vertiginosa e incrivelmente fantástica!!

    Sobre as outras editoras: na Arqueiro tivemos, em ordem de "mais vendidos", os livros 'O Doador de Memórias', de Lois Lowry, 'A Maldição do Tigre' - e derivados - da Colleen Houck, e 'Seis Anos Depois', de Harlan Coben. Na Novo Conceito, tivemos "Se Eu Ficar", sucesso que foi lançado para as vendas graças à adaptação cinematográfica com a Chloe linda como protagonista [e que é uma duologia, mas ok], "Sete Irmãs", de Lucinda Riley e "Belleville", de Felipe Colbert. Na Companhia das Letras, "A Seleção" e "Cartas de Amor aos Mortos" lideram o ranking e na Globo Livros, "1889", de Laurentino Gomes [que eu estou lendo agora, risos] e "O Silêncio das Montanhas", do meu segundo autor favorito Khaled Hosseini, também estiveram entre os mais vendidos.

[Esta é a galera que comprou o livro da Sophia e Carolina]
[Fot de Caio Duran /AgNews]

    Mas é claro, é óbvio, é evidente que não daremos atenção especial a esses autores específicos. Estou aqui pra falar sobre o sucesso dos nossos parceiros, Diego de Lima e Paul Fabien, na Bienal! Os dois me deixaram muuito feliz em ver que venderam muito, que fizeram seus editores ficarem surpresos, que deixaram o povo da Bienal intrigado e que fizeram todos saírem de seus estandes com um exemplar de cada livro deles nas mãos.

["Amazônia - Arquivo das Almas" na mesinha do Paul. Fotos do fotógrafo do estande]

    Paul é autor de "Amazônia - Arquivo das Almas" e estava na Bienal para promover sua segunda edição do livro. A primeira, como devem lembrar, estava com alguns errinhos de digitação (coisas bobas) e que foram consertados na segunda edição! Além do que, eu ainda espero a continuação do livro (risos).

    Durante a Bienal, Paul recebeu a visita de muitos jovens em seu estande que, aliás, já sabiam sobre seu livro de ante-mão! Pelo que disseram, viram na internet, se interessaram e estavam ali para comprar. Quer dizer, isso é incrível! Um autor ser reconhecido em plena Bienal é algo maravilhoso, algo indescritível [algo que eu ainda quero passar por], e eu fiquei muito feliz pelo Paul em ver que ele está fazendo tanto sucesso. Ele realmente merece palmas, porque seu livro é mesmo muito bom!


[Este é Paul. Percebam o sorriso contido dele, quando, na verdade, gostaria de estar surtando por conta das vendas e do sucesso Q]

    Se você quer saber mais sobre o livro, ou sobre o Paul, pode acessar os links do facebook dele, ou ler a resenha aqui do blog sobre seu livro!

[E esses são os dois livros. À esquerda, o "Sentel York I - Os Três Imperadores" e à direita "Sentel York II - A Batalha Pelo Amanhecer". Fotos do fotógrafo do estande]

    O Diego também fez o maior sucesso. Vendeu tanto, mas tanto, que o editor anunciou que o terceiro livro terá a publicação adiantada! Quer dizer, isso é maravilhoso! O livro vende tanto, que adianta a publicação? Acho que isso significa nada mais, nada menos que Sentel York - a Trilogia é um sucesso! E o Diego mesmo disse isso quando comentou sobre sua ida à Bienal. As pessoas passavam, se interessavam pelas capas e entravam para saber mais! Os adolescentes ouviam às histórias e ficavam impressionados, querendo saber mais sobre tudo, querendo comprar! Eu realmente acho que isso significa SUCESSO!
    
    Caso não se lembrem, Sentel York é uma trilogia cujos primeiros livros já foram lançados: "Os Três Imperadores" e "A Batalha Pelo Amanhecer" e que também já foram resenhados aqui no blog. Acho que vocês devem recordar, pelo menos, daquela capa azul brilhante e linda que eu postei aqui! Gente, que capa maravilhosa.

[Diego assinando seu livro "Sentel York II - A Batalha Pelo Amanhecer"]

    Mas, enfim, para mais informações... Basta acessar a página do Diego no facebook, o site da trilogia ou a página da trilogia no facebook :D

    Claro que tivemos muito mais coisas. Saldos negativos também foram vistos durante toda a Bienal. Tivemos correria quando os fãs de Cassandra Clare entraram, tivemos muitas filas, muitas filas, muitas, muitas, muitas filas, e livros que não estavam com os preços tão acessíveis! Mas acho que devemos sempre lembrar das partes mais legais e positivas da Bienal:

- Ken Follett lança seu terceiro e último livro da Trilogia O Século [PRECISO], que tem uma capa linda, e diz que pra se escrever um livro é preciso pensar que, bem, as pessoas vão querer ler isso!

- Pedro Bandeira anuncia a volta de "Os Karas"! Série que marcou a juventude de MUITA gente e que ainda marca as vidas de muitas pessoas, quando comentamos "droga do amor" ou "droga americana"... Essas coisas de livros e títulos.

[Google q]
[Este é Pedro Bandeira. Pedro disse que vai voltar com a série "Os Karas". Pedro, você fez muito bem. Muito mesmo]

    E muitas novidades e lançamentos que bateram recordes de vendas!

    Eu acho que a Bienal vale muito a pena, e eu IREI à Bienal do Rio, no ano que vem! Quando chegarmos mais perto da data [risos] eu direi os dias em que estarei lá e, certamente, levarei brindes, bottons, essas coisas todas de sempre [AHUHUAHUA].

    Espero que tenham gostado do saldão, e no sábado que vem farei uma resenha de um dos livros que faz o maior sucesso nas redes sociais, que está agitando os leitores, e que está fazendo inveja na Suzanne Collins: Cidades-Mortas, do autor Dêner Lopes!

[Esta é a capa do livro de Dêner. Não é bonita? Não é legal? Não dá vontade de ter o livro? Pois é Dêner, isso é uma direta Q]

    Pra quem não sabe, o livro é inspirado em Jogos Vorazes, a trilogia, e está fazendo MUITO sucesso! Vários blogs resenharam, centenas e dezenas de pessoas leram e Dêner está praticamente saindo nos jornais!

    Então, até semana que vem

    Ana

14 de dezembro de 2013

A Culpa é das Estrelas [John Green]


    Então, agora eu trago mais uma resenha pra vocês (ando frenética com as leituras hahahahha) e é sobre mais um livro que andou na boca do povão; A Culpa é das Estrelas, do John Green (carinhosamente apelidado de João Verde).

    A Camila também já havia feito uma resenha sobre esse livro antes, mas eu gostei bastante dele e acho que merece outra resenha lecal q. Caso queiram ler, também, a resenha da Camila aqui vai o link :)

    Pois bem, confesso que nunca havia lido um livro do Green antes em toda a minha vida e que, admito, não pretendia fazê-lo nunca. Eu realmente achava que os livros do homem eram muito "romantiquinhos" demais pro meu gosto (não suporto livro de temática romântica) e fazia questão de não ler nada que tenha vindo dele. Até uma amiga ler A Culpa é das Estrelas e me oferecer emprestado (eu estava lendo A Interpretação dos Sonhos, na época) e eu acabei aceitando.

    Acho que fiz uma boa escolha, porque o livro me tocou de uma forma que, bem, eu já tinha imaginado que faria - mas, ainda assim, o romance me pareceu exagerado. De qualquer forma, vamos à resenha.

"Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante - o que lhe dá a promessa de viver por mais alguns anos -, o último capitulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito de páginas em branco de suas vidas".

"Não sou formada em matemática, mas sei de uma coisa: existe uma quantidade infinita de números entre 0 e 1. Tem o 0,1 e o 0,12 e o 0,112 e uma infinidade de outros. Obviamente, existe um conjunto ainda maior entre o 0 e o 2, ou entre o 0 e o 1 milhão. Alguns infinitos são maiores que outros... Há dias, muitos deles, em que fico zangada com o tamanho do meu conjunto ilimitado. Eu queria mais números do que provavelmente vou ter. HAZEL GRACE"

Editora: Intrínseca
Ano: 2012

    Pois então. Esse livro conta a história de Hazel (como acabamos de ler nas sinopses acima) que está com um maldito câncer na tireoide e com metástase no pulmão. A garota foi diagnosticada como 'paciente terminal' e isso meio que significa que as chances dela de vida são... Baixas. Ela precisa ficar andando de um lado para o outro com um carrinho de oxigênio, porque seus pulmões são um fracasso como pulmões - o que ela mesmo diz - e toma um remédio que "ajuda" a diminuir as células cancerígenas.

    Logo no primeiro capitulo acompanhamos a ida de Hazel a um Grupo de Apoio, numa igreja católica, onde ela fica ouvindo um tal de Patrick falar sobre seu câncer de próstata e sobre a sua "falta de bolas". É divertido nos primeiros capitulos, pois Hazel é carregada de sarcasmo e ironia e consegue fazer de toda aquela situação (triste) algo aparentemente rotineiro e entediante. O que, se pensarmos melhor, é.


    Durante a história conhecemos Augustus Waters que, de cara, se torna o "par romântico" da garota. Ele tem câncer nos ossos e tem praticamente 85% de chances de sair 'bem' de toda essa situação. E também conhecemos Isaac, um garoto com câncer nos olhos que se operará em breve e ficará totalmente cego.

    A melhor coisa no livro inteiro foi o fato de Hazel ser realista e saber que ela vai morrer - ela sempre corrigia a mãe, quando ela dizia "se você morrer", mudava para um "quando eu morrer". Ok, claro, um pouco de esperança também é bom e tudo mais, mas eu realmente acho que ela foi pelo melhor lado. A realidade não é um conto de fadas ou, como eles repetem algumas vezes durante a narrativa, "o mundo não é uma fábrica de realização de desejos" - se referindo aos "Gênios", um tipo de 'organização' que realiza desejos de crianças com câncer (cada uma delas tem direito a somente um desejo - Hazel gastou o dela indo pra Disney HAHA).

    O que eu realmente acho é que se pensarmos tudo sempre pelo lado mais otimista - e muitas vezes mais falso - acabamos nos decepcionado com mais facilidade. A questão é que essas pessoas costumam criar expectativa e, acreditem, a última coisa que uma pessoa deve criar em toda a sua vida é expectativa. Isso destrói o ser humano e faz você ficar extremamente triste. Não é bom. Pode parecer bem pessimista, eu sei, mas me desculpe: a realidade é fria.

    Às vezes você tem 85% de chances de sobreviver a um câncer, e, às vezes, você morre.


    De qualquer modo. Acho que a história me tocou justamente por esse lado do câncer e de que nem sempre as coisas são como esperamos (nem sempre você sobrevive ao que parecia ser impossível de te matar). Na verdade, eu fiquei muito emocionada com as cenas finais, porque já passei por isso - duas vezes - e sei exatamente como é.

    Enfim, voltando ao livro. Uma das coisas que também gostei foram os outros livros mencionados! Queria que eles fossem reais ou que, sei lá, John Green os escrevesse - pelo menos o do videogame, pois o da Anna parece muito com a história de Hazel, então, meio que eu estava lendo a história da Anna, mas pelo outro lado. Entenderam? Acho que não, mas de qualquer forma, queria que o Green os escrevesse! Que nem aqueles três livros do Harry Potter (Os Contos de Beedle, o Bardos; Animais Fantásticos & Onde Habitam; Quadribol Através dos Séculos) que, afinal de contas, eram livros dentro dos livros do Harry e acabaram virando 'reais' quando ela os escreveu e publicou.

    Eu amei aquelas histórias (e amei ainda mais os comentários de Hazel sobre elas) e gostaria muito de lê-las, de verdade, um dia. Quem sabe?


    Bem. Se algum de vocês um dia, por um acaso, for ao meu skoob.com verá que eu dei somente 4 estrelas a este belíssimo exemplar - falando nisso, a capa da outra edição é muito mais bonita que essa! Concordam? - e provavelmente se perguntará porque. Acho que é relativamente óbvio.

    Eu nunca fui muito fã de livros muito românticos e nem nada disso. Na verdade, sempre "evitei" livros desse tipo. Essa história, especificamente, não me incomodou tanto porque eu consegui prestar mais atenção nos sinais do câncer e em toda essa reflexão do que no próprio romance em si, mas, ainda assim, confesso que achei meio 'bizarro'. Não sei explicar porque, só achei meio doido o cara falar que estava a fim da outra com só alguns dias de conhecidos.

    Que mundo é esse gente?

    Mas, de qualquer forma, acho os dois fofos juntos e tudo mais.

    Falando nisso, acredito que a maior parte dos leitores (e até mesmo de pessoas que não leram o livro) sabe que vai sair o filme, em breve. Hazel será interpretada pela Shailene Woodley (que, aliás, ficou muito bem de cabelo bem curtinho) e o Augustus será interpretado pelo Ansel Elgor. Não sei se concordam comigo, mas eu não achei que o moço ficou tão bem para o Gus, acho que seria mais interessante se fosse aquele outro garoto - um tal de Joshua Anthony - porque ele realmente ficou bem "parecido" com o Augustus, segundo as descrições no livro.

    Enfim. Quando lançar o filme estarei na primeira fileira, pronta para assistir e ter altas reflexões sobre o câncer e a morte, e acho que farei uma resenha do filme aqui. Quem sabe? Espero que tenham gostado dessa resenha, porque eu gostei bastante de escrevê-la, e a próxima será sobre o primeiro livro da série 'Escrito Sob Fogo e Sangue', da nossa autora parceira Adrieni Yassine.


    Até,

Ana :)

6 de dezembro de 2013

Bling Ring - A Gangue de Hollywood [Nancy Jo Sales]



    Pois então, mais uma resenha para todos vocês e, dessa vez, vamos conversar sobre um livro que nos traz diversos temas interessantes para uma boa discussão filosófica interna (ou somente temas bem polêmicos para ficarmos de bocas abertas, encarando as páginas do livro e pensando em como toda a situação descrita é bizarramente bizarra).


    O livro ficou conhecido por conta do filme - assim como As Vantagens de Ser Invisível, que acabei de resenhar aqui, e muitos dos livros hoje em dia, na realidade - e por conta (talvez principalmente por conta disso) da atuação de Emma Watson (nossa queridinha Hermione que, coincidentemente, também esteve no elenco de 'Vantagens' interpretando Sam), interpretando uma das ladras: Alexis Neiers. Na realidade, acredito que o que tenha "proporcionado" o grande sucesso do filme realmente foi a Emma, já que ela é superfamosa e todos a amam e querem ver qualquer filme que a tenha no elenco. Mas uma coisa realmente interessante é que - não sei se a maioria sabe - houve um outro filme sobre esse mesmo livro, lançado um tempo antes.

    Na realidade, o livro que trago hoje para vocês é um dos melhores que já li no quesito 'crítica à sociedade americana', ultrapassando inclusive 'Precisamos Falar Sobre o Kevin'. Se bem que cada um meio que criticava a sociedade americana em um sentido (celebridades nojentas/sociedade viciada em fama X psicopatas adolescentes). Infelizmente não posso fazer muita surpresa sobre o título do exemplar - Bling Ring; A Gangue de Hollywood - já que o título dessa postagem já anuncia o nome do livro, então, bem, vamos à resenha.

"Entre 2008 e 2009, as residências de Lindsay Lohan, Orlando Bloom, Paris Hilton e diversas outras celebridades foram invadidas e saqueadas. Os ladrões, um grupo de jovens criados em um endinheirado subúrbio de Los Angeles, levaram o equivalente a 3 milhões de dólares em joias, dinheiro e artigos de grife, como relógios Rolex, bolsas Louis Vuitton, perfumes Chanel e jaquetas Diane von Furstenberg. As notícias surpreendentes sobre o caso chocaram Hollywood e intrigaram o mundo. Por que esses garotos, que em nada correspondiam à tradicional imagem dos bandidos, realizaram crimes tão ousados?

A jornalista Nancy Jo Sales entrevistou todos os envolvidos, incluindo os pais e os advogados dos jovens, e até mesmo as celebridades que sofreram os assaltos. Em Bling Ring: a gangue de Hollywood, ela apresenta todos os detalhes de uma das quadrilhas mais audaciosas de nossos tempos. A história real também inspirou o filme de Sofia Coppola, estrelado por Emma Watson."


Editora: Intrínseca
Ano: 2013

    Muito bem. Acho que todo mundo já sabe sobre o que esse bendito livro fala - sobre o Bando de Ladrões (como ficaram conhecidos pelos programas sensacionalistas americanos, como o TMZ), os adolescentes da Bling Ring que resolveram que poderiam, de uma hora para outra, entrar nas casas de celebridades americanas e levar o que bem entendessem - e não penso que seria necessário uma mera apresentação dos ""personagens"". De qualquer forma, eu farei isso (hue).

    O Bando de Ladrões era formado por Nick Prugo, Rachel Lee, Alexis Neiers (no filme conhecida como 'Nicki'), Diana Tamayo, Courtney Ames, Tess (não lembro o sobrenome dela) e dois outros sujeitos que não ficaram tão famosos assim (Roy Lopez e Jonathan Ajar, mais conhecido como Johnny Dangerous). Eu não faço ideia de quem é quem no filme, já que nunca o assisti, e só sei que a Emma era a Alexis/Nicki porque a autora do livro fala sobre as filmagens no final das contas.


    O livro tem uma linguagem de investigação jornalística, com o 'quê' histórico - já que Nancy nos guia por fatos, músicas, filmes e livros antigos que retratam a sociedade, (o que eu adorei - diferentemente da maioria que conheço. Como sempre) e é dividido em três grandes partes: "O Monstro da Fama", "A Dança dos Famosos" e "Quase Famosos" e em cada uma dessas partes é sobre uma das 'fases' da Bling Ring, desde quando eles começaram com os roubos até quando são 'pegos' e indiciados e tudo mais.

    Acho que o grande objetivo da Nancy, além de fazer uma bela reportagem sobre a Bling Ring, foi tentar entender porque tudo isso aconteceu. Porque aquele bando de adolescentes se sentiu no direito de entrar na casa de artistas como Paris Hilton e Lindsay Lohan e levar pertences pessoais e coisas sentimentais. Ela passa toda a narrativa se baseando na confissão de Nick Prugo - o único rapaz da Bling Ring que, de fato, participou dos roubos e teve uma coisa toda a ver com isso.

    Na primeira parte do livro - "O Monstro da Fama" (aliás, achei o título divino e me lembrou absurdamente do álbum da Lady Gaga, 'The Fame Monster', ou algo assim, que nos traz músicas como Paparazzi e The Fame) - lemos com bastante atenção e cuidado sobre as quatro amigas que foram alvos da Bling Ring: Paris Hilton, Lindsay Lohan, Nicole Richie (que, aliás, até agora não faço ideia de quem seja. Me julguem) e Britney Spears (um belo grupo para crítica, não?) e a autora deita e rola sobre as críticas, os fatos ruins anunciados em cada maldita entrevista com as celebridades e sobre como todas elas eram influenciáveis e mesquinhas, fúteis e burras (sinceramente, não me digam que Paris ou Britney são inteligentes. Por favor).

    Parecia que a Bling Ring focava, nessa parte, em celebridades aparentemente burras e que não se ligariam em deixar o alarme da casa ligado e nem mesmo a porta trancada (que foi exatamente o que aconteceu haha. Mas isso foi com todas as celebridades. O que eu, particularmente, achei uma burrice tremenda. Quem, diabos, sai de casa e deixa a droga da porta destrancada?) e Nancy abordou temas realmente interessantíssimos, como o fato de que a sociedade americana é absurdamente obcecada pelas celebridades (que não são nada além de pessoas com muita grana e, algumas, com uma enorme vontade de esbanjar e esfregar a riqueza nas faces alheias).

    Aliás, essa é uma coisa que nunca vou conseguir entender: porque todo esse fascínio por celebridades? Sinceramente, será que aquela gente realmente acredita em reality show? (será que eles pensam mesmo que aquilo é de verdade?) Já que, depois do que Nancy escreveu e provou no livro - algo que eu já sabia há certo tempo - esses programas todos têm falas montadas pelos produtores e contam com roteiros e histórias já prontas (exatamente como acontece em Pretty Wild, o reality de Alexis. Sim, ela fez um reality. E sim, foi sobre a situação dela na Bling Ring. Mais absurdo e repulsivo é impossível).


    Eu não faço ideia se você, leitor, está a fim de ter um debate comigo sobre essa questão do monstro da fama ou, enfim, sobre o fato de americanos serem viciados em celebridades e como eles deixam suas mentes serem manipuladas pela mídia, mas eu acho que seria de fato um tema muito interessante para se discutir.

    Naquela primeira parte contamos somente com o roubo à casa de Paris Hilton - onde eles encontraram papelotes de cocaína (oh, que novidade. Eu não esperava por isso ¬¬) e muitas outras coisas caras e avulsas (como fotos da Paris nua e com óleo sobre o seu corpo, escondidas num cofre meio aberto). Acredito que ela tenha escolhido fazer isso justamente por que a Paris é um prato cheio para temas polêmicos para se discutir. Um deles, aliás, é a facilidade com a qual as pessoas ficam famosas hoje em dia. Basta você postar um maldito vídeo no youtube.com e se for 'polêmico' o suficiente (como aconteceu com Paris, que postou um vídeo dela fazendo sexo e, BANG, estava famosa! - além da herança, não vamos esquecer), viva!, você é famoso - o que aconteceu com diversas celebridades hoje em dia (não só americanas! Acho que o Luan Santana passou pelo mesmo processo, não foi?).

    Outro tema interessante foi sobre as pesquisas que eram feitas com adolescentes e estudantes de universidades. Nancy fala sobre o desinteresse dos jovens modernos de serem 'felizes'. O que importa para eles, na verdade, é somente o dinheiro e a fama que eles terão (o que nos conta Nick Prugo em uma de suas confissões! Ele diz que gostaria de ser estilista, mas somente pela fama que isso poderia trazer. Acaba confessando, no final, que gostaria de fazer turismo para, talvez, abrir um restaurante ou um hotel) e não pela felicidade - como sabemos, e cansamos de ver, esse mundo artístico nem sempre é tão glamouroso quanto parece (quantas celebridades não foram pegas fumando, se drogando e bebendo feitos umas loucas, somente para sair daquela realidade opressora da fama? Não é um mundo fácil, pelo que parece. Imagine ter uma legião de pessoas te enchendo a droga da paciência a cada vez que você sai de casa? Argh, totalmente desagradável).

    Aliás, esse livro é ótimo para te deixar boquiaberto. É cada situação absurda (e verdadeira) que lemos que... Não há reação. Simplesmente você não sabe como reagir e só fica encarando as páginas - como eu fiz - quando ler, por exemplo, que a tal garotinha Honey Boo-boo (é assim que se escreve?) daquele programa ridículo do canal pago (blábláblá Honey Boo-boo) toma um coquetel de Red Bull com sei lá o quê só para conseguir aguentar a turnê e que, quando falam sobre isso, a mãe dela ri e diz: "poderia ser pior. Poderia estar dando álcool pra ela". É HORRÍVEL!

    É repugnante.


    Eu não sei dizer o que mais me assustou durante a leitura. Realmente não sei dizer. São tantas coisas absurdas, tantos fatos fúteis e absurdos que eu nem sei por onde começar.

    Acho que sempre senti um ódio terrível de toda essa massa de programas televisivos (da mídia, principalmente) e, ainda mais, de reality show. ODEIO reality show porque, cara, isso tudo é montado, não é óbvio? (acredito que meu ódio fica mais evidente quando começa, por exemplo, Big Brother Brasil. Será que alguém realmente acredita que as votações não são manipuladas? Que aquilo tudo não é uma história montada? Que desde o princípio o programa não sabe quem vai ganhar aquela joça? Ah, por favor, sociedade). Mas, desde que terminei a leitura de Bling Ring, tudo isso ficou ainda mais... Escancarado. E meu ódio ficou ainda mais evidente quando eu leio que Alexis, Gabby (irmã mais nova de Alexis) e Tess fizeram um reality show, um reality show!, sobre o processo judicial delas!!!!

    AHHHH, COMO ASSIM?!

    (e caso queiram saber, o nome da série é Pretty Wild. Sim, eu pesquisei na internet. Sim, eu vi um episódio. Acredito que se tivesse visto o resto teria vomitado meu ódio na tela do computador).

    Que tipo de pessoa faz uma droga de uma série de televisão, usando sua irmã mais nova, sua mãe (que, aliás, é uma demente) e sua amiga (que disse que era sua irmã!) ladra e filma toda a sua situação judicial? Sério, vida, qual a necessidade disso? Aliás, acredito que a Alexis seja a personagem mais ABSURDA de todo esse negócio, a mais amalucada e a mais 'sem noção' de todas. As mentiras que a garota inventava para "o porque de ter participado de tudo aquilo e de estar passando por essa 'fase' judicial" eram inacreditáveis e absurdas. Até agora eu duvido que ela acredite em carma e acho que ela não deve nem conhecer os principais princípios budistas.

    Voltando a falar sobre a reflexão e tudo mais, acho que o outro objetivo da Nancy Jo Sales era nos fazer refletir sobre quem são os verdadeiros mocinhos e vilões. Eu confesso que o tempo todo fiquei pensando que talvez a Bling Ring não tivesse toda a culpa, na realidade, acredito que eles são as maiores vítimas de toda essa história (deixando de lado, é claro, o fato de terem roubado, pelo menos, 3 milhões de dólares em itens e jóias e blábláblá e terem invadido casas de pessoas e carros). Se a sociedade deles não fosse assim, obcecada pela ideia de ser famoso, talvez eles fossem diferentes. Eu não sou a favor de Robs ("o homem nasce bom, a sociedade o corrompe"), mas também não acredito que eles tenham culpa total sobre os pensamentos mimados. A sociedade obcecada pela fama fez todos os adolescentes serem assim, fez todos eles amarem mais aos outros do que a si próprios e fez todos eles quererem ser outras pessoas! A culpa é dessa sociedade. Por outro lado, eles fizeram errado em entrar na casa de outras pessoas (por mais que essas pessoas tenham deixado a porta aberta ¬¬) e roubarem várias coisas.

    Houve uma entrevista de Alexis ao TMZ sobre os roubos e tudo mais. O interessante não é a entrevista (só para constar: eu vi todas as entrevistas que eles fizeram, e ainda é assustador constatar que tudo isso realmente aconteceu), mas sim um comentário que estava no vídeo (havia outro, mas era algo normal, tipo: "ah, prende todo mundo, blábláblá"). Vou copiar do livro porque eu achei genial:

    "Toma essa, Hollywood! Espero que vocês tenham aproveitado bem seus dias ao sol... Esses Robin Hoods modernos serão todos considerados inocentes e liberados para chicotear aqueles que pisaram nos camponeses como nós. São todos heróis".

    Eu ainda não sei o que pensar sobre esse comentário. É bem radical, de fato, mas... Vamos combinar que muitas celebridades ganham coisas que nunca mereceram, não é? A maioria, aliás, não está ali por esforço próprio (como a própria Paris - ela é um ótimo exemplo para todas as coisas 'não-merecidas' entre as celebridades hollywoodianas ¬¬) e acumula coisas que, poxa, poderiam ser revertidas, não é? Todos aqueles diamantes inúteis da Paris poderiam ser vendidos e, sei lá, o dinheiro doado para pessoas pobres ou algo assim. E muitas celebridades não são nem um pouco humildes ou agradáveis - gostam de pisar mesmo na cara dos outros 'mortais'.

    Então, quem está errado? Eu até agora não sei. Eu realmente não sei. Fico dividida, assim como fiquei com Lolita. É tudo uma questão muito delicada... Muito delicada.

    Espero que vocês leiam o livro e curtam. Eu verei o filme, mais tarde, e estou pensando em fazer uma "sessão" sobre resenhas de filmes (o que acham, jovens?). Acredito que o primeiro filme seria Bling Ring (pretendo tentar ver o outro: The Bling Ring, que lançou algum tempo antes desse principal, com a Emma Watson. Eu acho).

    Tomara que tenham gostado da resenha, desculpem meu ódio à sociedade americana - eu me empolgo com livros que criticam americanos >< - (caso queiram ver as entrevistas também, procurem em sites americanos, tipo o próprio TMZ) e até a próxima resenha que será de A Culpa é das Estrelas.

Ana :)