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15 de agosto de 2015

Jonas Vai Morrer [Edson Athayde]




Faz algum tempo que li esse livro, de fato, mas posso assegurar que a resenha não terá nenhuma falta de 'emoção' ou algum detalhe perdido pelo tempo porque esse livro é simplesmente tão fantástico... que eu não consigo esquecer nenhuma palavra contida nele.

Acho que, primeiro, eu devo dizer que escolhe Jonas Vai Morrer pelo título no site da editora parceira Chiado. Gosto de títulos marcantes, seguidos de capas bonitas e slogans fortes; dessa forma, "Jonas vai morrer" foi um prato cheio para minha escolha 'superficial'.

Além disso, devo dizer que de cara já amei o fato do livro ter as páginas de capítulos pretas. Que coisa sensacional.

"Todas as novelas têm um novelo. Todos os crimes têm o seu repertório de culpas. Autores de folhetins, em específico, e criminosos, em geral, trapaceiam ao revelar sempre o que interessa, um truque para esconder o que importa. A dissimulação é o vento que sopra na vela desta galera, o combustível desta nave. Entre se quiser, acomode-se num canto. A viagem não vai ser tranquila"

Autor: Edson Athayde
Editora: Chiado
Ano: 2014

Nota: 4/5







Devo dizer que me surpreendi muito com o livro. Muito mesmo. O último exemplar que peguei da editora Chiado por "Café Turco" e, admito, o final e o desenrolar de tudo me deixaram um tanto quanto decepcionada e aí... Meio que transferi esse sentimento para o próximo da fila [no caso, Jonas Vai Morrer quando finalmente o escolhi].

Quer dizer. Claro, eu sei que EU vi o título e EU escolhi o livro que absolutamente parecia não ter nada a ver com o último lido, mas o que poderia fazer? Entrei sem muitas expectativas e... me surpreendi de uma forma deliciosa.

Acho que eu nunca li um livro de uma escrita tão... profundamente sombria, instigante e poética.


Capa igualmente ótima!


Em primeiro lugar, essa edição é simplesmente linda. A edição do texto está ótima, todo justificado, e também com as páginas negras evidenciando o começo de cada capítulo. A fonte é ótima, até a grossura da folha [um pouco mais grossa que o normal] é maravilhosa, porque dá uma sensação de aspereza diferente.

Eu gosto de evidenciar esses "detalhes" estéticos sobre o livro porque sei que ele não é só a história. Digo, quando compramos o livro estamos pagando pela história, e pela edição, e pela revisão feita, e pela marca da editora e muitas vezes pelo nome da pessoa. E eu adoro ver um livro com essas caracteristicas estéticas realmente bonitas, porque além de chamar atenção... Bem, não quero ter livros feios na estante, certo?

De qualquer modo.

Adorei a fonte e o texto todo justificado e a narrativa em itálico e as páginas negras. São detalhes sutis [ou nem tanto] que fazem a diferença, sim, e deixam o leitor um pouco mais inclinado a lê-lo.


Além do que... o livro é de Portugal! Eu nunca havia lido nada atual do país, e preciso dizer que achei o máximo passar pelas páginas com 'factos'! Adoro ler livros em suas línguas originais, e ler um livro de Portugal me deixou bastante contente.

Essa é a página em preto. Sempre que iniciamos um capítulo, temos uma página negra com algum dizer bem grande.

Agora sobre o que está me deixando ansiosa: a história e seus personagens e a escrita do autor, porque eu realmente adorei esses três e preciso falar logo sobre cada aspecto.

A escrita é algo diferente, não somente por ser de outro país, mas também por ter toda uma forma poética de ser. É dramática, taciturna, sombria. Deixa o leitor no clima mais perfeito para a história igualmente escura, e meio que 'cobre' o livro todo como se fosse uma névoa. E eu gosto particularmente disso, porque, bem, se a escrita do autor fosse muito informal ou leve para o tipo de história... Acho que o livro não teria tanta 'graça', ou eu não teria gostado tanto.

Na realidade, penso que se a escrita fosse mais leve, provavelmente eu teria achado o livro superficial, já que não teria todo o clima obscuro e sombrio, que acompanha todo o enredo [e essa é uma coisa que não me faz gostar tanto assim de livros mais "leves" e que pretendem tratar de temas pesados. Eu gosto de escrita pesada].

E certamente isso fez toda a diferença para com a história e seus personagens, que são basicamente incríveis.


Tudo começa com um rapaz, Pedro, que está lendo um tipo de diário dque fora deixado em suas mãos. Este Pedro trabalha num manicômio, como enfermeiro, e ajuda muitos pacientes de lá. Apesar de ser o protagonista, o enfermeiro não tem muita história para contar, e nós acabamos entrando com ele no universo do diário.

É como se estivessemos lendo um livro DENTRO de um livro! [acho isso simplesmente sensacional].

E dentro desse diário, acompanhamos a história de Jonas, que... não fazemos ideia de quem seja na vida real. Quem seria Jonas? Onde Jonas está? Jonas vai mesmo morrer? Morrer do quê?

E acho que isso que começou a me empolgar desde o começo porque, assim como eu, Pedro - o protagonista - também estava muito curioso sobre a história de Jonas e sobre o tal caderno; pesquisando durante todo o livro, lendo mais e mais trechos... Se aventurando nas palavras do caderno misterioso do manicômio até que nós, e Pedro, descobrimos toda a verdade.


Claro, não quero dar spoiler a ninguém, mas eu realmente preciso dizer que esse livro tem um final sensacional e que EU gostei. E casado com o enredo tão interessante... Acho que esse livro foi simplesmente um dos melhores da Chiado que já li até agora!

Acompanhamos Pedro durante toda a narrativa de uma forma tão sombria... Sempre 'acima' da névoa que é a escrita de Edson, olhando para a história do real protagonista e ao mesmo tempo para a história de Jonas, o protagonista do diário/caderno. E eu acho isso simmplesmente fantástico, porque não são todos os livros que conseguem fazer isso dar certo - normalmente, a segunda história é muito pobre, ou algo assim - e eu lembro de só ver isso com sucesso em Watchmen [aquele pirata...].

Eu gostei muito mesmo da história, e eu recomendo a todos que estiverem lendo esta resenha porque o livro é muito bem escrito, muito bem planejado! Os personagens não são exatamente cativantes; na realidade, não existem muitos personagens - temos os da primeira história, que não chegam a cinco, e da segunda história... que certamente não chega a cinco também - e eles são muito bem escritos. São personagens comuns, pessoas normais, e que acabam cativando o público pela angústia que sofrem ou pela morbidez da vida.

Acho que Pedro seria o personagem mais comum e superficial do livro, apesar de ser o protagonista, o que é bem interessante, já que essa personalidade dele mais "parada" dialoga de forma perfeita com a personalidade de Jonas, que é o "alvo" da seguda história - que já tem uma personalidade mais conturbada.

Não é como se fosse um dos livros de Lionel Shriver [que eu considero como tendo os personagens mais psicologicamente bem escritos de todos que já li] ou de Victor Hugo [com os personagens mais humanos, mais reais, mais impossivelmente feitos de papel que eu já vi], mas são personagens próprios... Que se moldam a uma história [de Jonas] dentro da história.


De fato... Jonas Vai Morrer é um dos melhores livros que já li da Chiado até agora e não me arrependo nem um pouco de tê-lo pedido.

Obrigada Chiado, por ter publicado esse livro.

4 de julho de 2015

100 Pensamentos Escritos



Essa é uma resenha diferente de todas as outras pelo fato de ser sobre um livro de poesia, e não um outro livro de narrativa, uma distopia, uma fantasia triste. Além disso, é o primeiro livro de poesia que eu realmente leio [passo por cada poema devagar, saboreando cada letra... Sentindo, ou tentando sentir, o que a autora passou pro papel] e o primeiro que irei resenhar - por isso, já aviso: não estou especialista em poesia -q

Acho que alguns já viram no facebook do BeeGeek um post sobre a Bia Villela; 14 anos e este é seu primeiro livro! Que sensacional! Admito que meu sonho de consumo, aos 13 anos, era publicar um livro aos 14 [mas eu não tinha livro ou ideias, então... Seria difícil. Risos] e essa mocinha conseguiu! Eu acho isso fantástico. Uma pessoa tão jovem [pra mim, é] já ter publicado algo e, ainda por cima, algo de qualidade.

Ao pegar no livro pela primeira vez [ou, ao abrir o arquivo, no meu caso hehe], talvez algumas pessoas fiquem receosas. "Mas ela só tem 14 anos... Deve ser infantil...". E isso é impressionante: não o fato dela ter 14 anos e já ter publicado; mas o fato dela ter 14 anos e ter escrito algo tão... grande. Profundo, como um oceano infinito.

Vamos à resenha, porque eu estou ansiosa para dizer o que achei! E para ficar mais justo, eu digo: não curto todo tipo de poesia. Sério. Não consigo me conectar a todas as poesias existentes e, pra eu gostar de poesia... A coisa tem que ser realmente boa.

"Às vezes precisamos abandonar as coisas que amamos, não por nós, mas porque elas precisam ser abandonadas."

"Todos nós lemos poesia, uma metade entende e a outra não. No entanto, viver a poesia é para poucos. Os sentimentos sempre foram complicados e complexos demais para ser entendidos. Neste livro, essa tempestade se transformou em poesia nas mãos de uma garota que, em meio a decepções, amor e tristeza, encontrou um refúgio nas palavras" - Bia Villela

Autora: Bia Villela
Editora: Chiado.
Ano: 2015 [3 dias atrás! :D]
Idade da autora: 14 [omg] -q mentira, essa categoria não existe HUEUHE

E aí, aconteceu de eu esbarrar, de repente, nessa mocinha com seu livrinho ainda não publicado. Um amigo nosso em comum [cof~ Dêner B. Lopes cof~] me indicou o livro, me mandou o facebook da autora e no mesmo momento, eu comecei a fuçar [stalkear, nos termos técnicos] e achei a incrível página do livro. Nesse momento, eu não tinha acesso à nada; numa uma poesiasinha que seja.

E eu adorei a capa. Que capa linda. Claro, vocês já devem imaginar que eu falaria da capa [PORQUE EU ADORO CAPAS BONITAS, GENTE. COMPRO LIVRO PELA CAPA MESMO, E DAÍ], mas apesar de saber que vocês sabem que eu adoro capas... Eu preciso elogiar esta capa. Sério! Ela é linda! Mesmo sem indicação, sem nada, eu compraria de olhar a capa.

[e porque ela também se chama Ana Beatriz! Que fabuloso :v]

De qualquer modo. Pós-capa, eu finalmente abri o livro, mas não comecei a ler de imediato. Quer dizer, eu não tenho a menor experiência em julgar poesias, em julgar livros DE poesias, então como eu poderia resenhar esse livro? Como eu poderia ser justa? Ignorando essas questões filosóficas, comecei a ler assim mesmo.

Sabe, eu quero dizer logo que: eu adorei o livro. De verdade. Muito mesmo. Eu quero TER na minha estante e eu não me importo em gastar dinheiro comprando [observem como eu adorei. Não gosto de gastar dinheiro -q].

E depois de ler tudo, eu cheguei à conclusão de que o melhor meio pra se julgar uma poesia, um poeta, é se aquelas palavras escritas tocaram o leitor. Se fizeram o leitor refletir, se passaram pelo menos algum sentimento. Pra mim, poesia tem que ser isso [por isso eu normalmente não leio muitas poesias, porque a maioria não me toca :/], e eu sinceramente admito que fiquei com receio de não sentir nada. De passar pelas páginas, terminar o livro, e ficar: "ok... Escreve bem, mas não senti nada! Não me identifiquei porque, afinal de contas, eu nem tenho mais 14 anos... Pff, 20 anos na cara".

Com satisfação, eu digo que eu estava extremamente errada!

Quando você começa a leitura, sente que está segurando um livro. Quando termina, parece que está sentado ao lado da garota; a menina que ama, que fica triste, que passou por poucas e boas... E ao ler... Parece que você conhece a autora, dá uma vontade louca de dar um abraço nela [!!!!!!!], mesmo que você nem faça ideia de quem ela seja ou onde mora ou se gosta mais de azul do que de verde, se o cabelo dela é loiro, castanho ou pintado, se ela tem olhos azuis, se prefere a Marvel ou a DC...

Cada poesia transmite sentimentos genuínos, comuns, de todas as pessoas, e conforme a leitura avança, de poesia em poesia, a pessoa toma forma. A garota surge ao seu lado, aos pouquinhos, a imagem tomando foco... Cada amor passado, cada memória apagada que ela sustenta, cada reflexão sobre a morte... É um pedaço da autora que você ganha.

E eu... Amei.

As poesias são maravilhosas. De verdade. Como a Bia me explicou, não são "finais felizes". Elas são tristes, de uma forma natural. Porque como a autora diz, nós sofremos mais do que somos felizes. Cada uma delas é digna de sua forma, de seu jeito. Claro, há poesias mais "fofas" do que outras [e admito que não me conectei tanto assim a elas], mas as outras... São ótimas!

Quero destacar algumas, por motivos de sim, como: "Sádico" [GENIAL!], "Solidão", "Talvez Seja Isso", "Ultimamente", "Um Porre de Poesia e Amor", "Morte", "Um Céu Com Estrelas", "A Tristeza do Mundo", "Choro", "Quando Eu Me For" [toma um abracinho :3 ], "Ainda Te Amo", "Nada É Para Sempre"... Eu queria poder destacar e falar particularmente de cada uma delas, e especialmente das outras que eu também destaquei [porque eu destaquei várias! Foram 31 destacadas, no final. Perfeitas; Ao final do texto, colocarei todos os títulos dessas poesias, pra vocês procurarem também :D].

É que cada uma delas me tocou de várias formas diferentes. Eu sentia o mesmo que a Bia... Ou eu lembrava de alguma coisa, e às vezes eu até imaginava o que será que ela usou como inspiração... Que música ela estava ouvindo na hora... O que tinha acabado de acontecer... Pelo que ela já passou, tendo somente 14 anos e tantas palavras lindas explodindo dentro dela, como fogos de artifício.

Algumas me fizeram lembrar de Under the Water ["Caindo e Desistindo" e "Descuido"] pela sensação que me deixou... Senti como se estivesse afundando... E normalmente eu sinto isso ao escutar a música. E, gente, eu achei incrível uma poesia me deixar da mesma forma que uma música [eu amo música]!

[Também teve uma que me lembrou Daenerys e Drogo, porque "meu Sol, minha Lua". Risos. "Um Céu com Estrelas"].

Se eu pudesse, faria uma melodia para cada poesia, passaria para meu celular e escutaria o dia inteiro! De verdade. É como... uma música da Clarice Falcão; uma letra que parece um poema, e uma melodia ótima! E eu só fiquei assim uma vez, com poesia: Clarice Lispector. De todos os poetas que eu já passei por, a Clarice me conquistou de verdade.

E as poesias da Bia também.

Eu realmente recomendo a leitura; comprem o livro e leiam. Parece uma história feita em poesias: uma garota que ama, e então passa por várias decepções, e tenta amar novamente, e cai, demora a se levantar, reflete sobre si mesma, se decepciona... Ama... Se frustra... E nesse ciclo vicioso, nasce esse livro.

Leiam. Só isso; leiam.

Pra conhecer mais da Bia Villela, vocês podem acessar o facebook dela; ou esperar pelo post de PARCERIA, porque a Bia é nossa mais nova parceira do blog [tem outro, mas é segredo ainda -q].

Pra comprar ou conhecer o livro, vocês acessem o facebook do livro ou site da Chiado.

[Lista dos meus poemas favoritos:
-Mar de Rosas
-Descuido
-Melancolia
-Sádicos
-Solidão
-Caindo e Desistindo
-Lembranças de um Amor
-Se eu Lhe Pedisse
-Ultimamente
-Talvez Seja Isso
-Morte
-Um Porre de Amor
-Um Céu com Estrelas
-No Fim É Isso
-A Tristeza do Mundo
-Choro
-Amor e Atenção Não se Implora
-Quando eu me For
-Olhares Chorosos e Sorrisos Tristes
-Ainda te Amo
-Nada é para Sempre
-Palavras e Sentimentos Cruzados
-Loucura dos Desconhecidos
-Incerteza do Amor Poeta
-Ponto de Vista
-Lembranças Nostálgicas
-Morte Súbita da Vida
-Uma Dose de Poesia e Amor
-Viver e Morrer
-Olhares Falecidos
-Ser Apaixonado Não é um Problema
-Transtorno ]

1 de junho de 2015

Rainha da Primavera [Karen Soarele]



Essa resenha é sobre o livro extra do universo das Crônicas de Myriade, da autora parceira Karen Soarele. Eu preciso admitir que esperei receber o primeiro livro da série, mas que agora vejo ter sido realmente muito mais interessante ler este aqui.

Aliás, uma coisa que eu achei divertida - pelo menos para mim - é que lembro quando a Karen estava ainda escolhendo as cores para essa capa! Lembro de ter lido sobre a coisa da cor vermelha e tudo mais; achei engraçado estar lendo justamente esse livro, enfim.

Indo direto ao ponto, vamos falar sobre esse livro tão pequeno, mas tão surpreendente em alguns pontos!

"Quando os estandartes inimigos se aproximam, apenas a magia do escolhido é poderosa o suficiente para proteger o reino de Hynneldor. Contudo, a princesa herdeira desapareceu há muitos anos, e aqueles que ousaram procurá-la jamais retornaram.

Mas a esperançaé uma arma poderosa, e a descoberta de uma jovem na misteriosa Ilha de Ashteria pode mudar o destino de todos"

Karen Soarele.
2014
2ª edição.
Editora Cubo Mágico.

Então. Eu tenho mesmo que confessar que não tinha grandes expectativas com o livro. Não pela série, ou enfim, o que eu provavelmente imagino dela, mas sim por ser um "livro extra" e ser tão pequeno. Ok, claro, tamanho não é documento e existem vários livros extras maravilhosos, só que eu não pude evitar. Fazer o quê?

Achei que o livro seria legal e fim. Nada além disso. Imaginei que eu iria gostar, mas já tinha mais ou menos uma ideia pré-formulada dos personagens, do enredo no geral... Enfim.



Não conheço a história da Crônicas de Myriade, e não procurei nada sobre a série justamente para descobrir tudo, conhecer tudo na minha primeira leitura. Dessa forma, posso só achar que esse livro se passa em um dado momento anterior ao das Crônicas - talvez porque alguns livros extras que já li são todos anteriores à história principal e, enfim, acabei usando esses como base? - e que a Rainha da Primavera e Dimitri apareçam - ou não - nas Crônicas como personagens mais velhos ou sejam somente mencionados.

O que seria realmente legal, falando nisso. Gosto desse tipo de coisa - apesar de ter me irritado um pouco em Nárnia, -q.

O livro fala sobre a princesa que vive em uma Ilha misteriosa, que não possui uma "conexão normal" com o continente ou com o mundo exterior - segundo a história, só é possível chegar a ela a cada década e com muita sorte - e sobre o fato dela ser princesa de Hynneldor; sendo procurada por Dimitri e Nathair, respectivamente um guerreiro e um velhinho 'inútil'.

Acho que a primeira coisa que me chamou atenção foi a mancha de sangue nas mãos de Dimitri [e o personagem ter esse nome. Eu tenho um amigo chamado Dimitri, -q], porque não costumo ver esse tipo de coisa em livros juvenis - a categoria que, de cara, imaginei que fosse a de Crônicas de Myriade/livros extras, como um todo. Então, um livro voltado para jovens, talvez pré-adolescentes, com manchas de sangue e personagens meio mal encarados? Ok, posso lidar com isso.

A partir do momento que os dois levam a princesa Flora embora da Ilha misteriosa, temos o começo de nossa história fantástica e cheia de detalhes intrigantes e surpreendentes. O primeiro, e talvez mais importante e que mais me intrigou/chocou, foram as mortes: muitas mortes, e mortes bem descritas, cruas e, mais importante ainda, lógicas e frias.

Não falo de uma morte por "caiu e quebrou o pescoço sem querer", mas sim de "cortou fora a cabeça do maluco com a espada".

Esse tipo de coisa eu não vejo em livros juvenis.

Gostei mesmo das cenas de luta, de fuga, de mortes. Achei que ficaram bem construídas, de verdade, e que foram muito lógicas e frias. Sem arrependimentos por parte dos personagens - o que me agradou também. Odeio personagem que mata e fica de 'palhaçada' depois, se arrependendo... Ugh. Apesar de ser da personalidade do personagem, eu pego implicância - e com detalhes muito honestos.

Ganhou muitos, muitos pontos comigo nessas cenas.



Aliás, outra coisa que me agradou bastante foi o personagem Dimitri. Ele é forte, e parece ter uma história 'maior' e muito justa por trás de toda a coisa da princesa desaparecida, blábláblá. Quer dizer, eu reparo muito em personagens e suas histórias, e de todos os que li em Rainha da Primavera, ele é o mais profundo e interessante. Os outros são meio... Superficiais e previsíveis, assim como 90% dos personagens de histórias fantásticas/histórias no geral, mas isso não me deixou irritada ou decepcionada. Na realidade, eu meio que esperava por algo assim - não especialmente para essa história, mas eu normalmente espero por personagens superficiais em qualquer livro que eu leia [uma tática minha para não me decepcionar! risos].

De qualquer modo, Dimitri é o tipo de personagem que eu gosto: misterioso, profundo e com um passado inteiramente duvidoso. Não gosto de personagens muito... certinhos ou completamente ruins. Acho que, assim como as pessoas reais, os personagens são um misto dessas duas características - sempre com um bom motivo por trás de suas personalidades.

A princesa Flora, por exemplo, me pareceu completamente superficial; uma princesa legal, que agora precisa aprender a conviver com seu novo mundo/destino/vida e aos poucos aprende a entender o cara legal - no caso, o Dimitri - podendo, ou não, fazer algumas besteiras pelo caminho. É. Apesar disso, não desgostei dela.

Ainda sobre os personagens, eu reparei que não são muitos - o que é muito justo, para um livro pequeno - e que no geral são figurantes ou secundários. Bem normal, nada demais.

Mas outra coisa importante que me chamou atenção foi o clima "Game of Thrones" do livro. Sério. Parecia que eu estava em uma versão brasileira da série, pelas estalagens, o clima da história e as armas também.



Eu já havia notado a semelhança Game of Thrones/Myriade quando vi a capa dos outros livros da série, e até do outro livro extra [a personagem me lembrou demais a Daenerys Targaryen, uma personagem famosa da série americana] mas imaginei que fosse somente 'coisa da minha cabeça'. De qualquer modo, isso me deixou ainda mais interessada, porque quero ver se é realmente uma semelhança entre as séries e onde isso vai dar. Apesar das semelhanças pararem por aí; o enredo da série e do livro extra não têm nada a ver.

Falando sobre o enredo, digo que o achei bem aceitável e satisfatório. As "reviravoltas" da história não foram tão surpreendentes - admito que, depois de ler tantos e tantos livros de fantasia, de tantos autores diferentes, eu meio que me acostumei a encontrar as pistas dos 'mistérios' do livro ao longo da história - apesar de terem levado a consequências interessantes, e o final foi bem normal. Quer dizer, sem nada muito surpreendente, ou eventos terrivelmente chocantes [como personagens principais pegando fogo, explodindo, sendo decepados...]. Na realidade, eu esperava algo do gênero.

Acho que nesse caso, esse enredo - a história, em si - tenha agradado muito, muito mais os leitores da série Myriade do que a pessoas, como eu, que começaram justamente por esse livro. Bem, eu não conheço os personagens da série principal, não faço ideia de como o enredo se desenrola e nem mesmo o que esse livro extra tem em comum com a série principal. Então, para mim, foi somente um livro de fantasia legal que provavelmente pode ter elementos mencionados na série. Talvez, se eu já tivesse lido, teria uma reação mais "OMG, TAL PERSONAGEM! TAL HISTÓRIA! OMGOMG".

Quer dizer, um enredo bem normal, com reviravoltas previsíveis [para mim, que estou acostumada a buscar esses pontos nos livros]e um final satisfatório com tudo o que foi apresentado. Não me causou emoções, justamente por eu não ter ligações com a série ainda, apesar de ter me surpreendido MUITO com as mortes frias e bem escritas, bem esclarecidas, que eu realmente não esperava encontrar assim em um livro "juvenil".

Como um todo, eu gostei bastante. Admito que surpreendeu minhas expectativas, porque eu normalmente entro com elas nulas para não ter decepções - apesar de ter entrado com certa curiosidade, depois de ver tantas coisas sobre Myriade em tantos lugares diferentes - e eu gostei bastante de certos personagens, como o Dimitri.

Devo dizer que a "coisa mágica" que se revela no final - evitando dar spoilers, risos - ficou meio... Rápida demais. Sei lá. Em uma hora, a garota não sabe fazer nada e parece que vai morrer logo, e na outra... MAGIA! Entendo a explicação do livro, mas... Não gosto muito dessas coisas assim tão... Rápidas e de repente. Parece que perdi alguma coisa, ou que o livro já estava terminando e precisavam fazer alguma coisa em relação a esse detalhe...

Vai saber.

De qualquer modo, não posso terminar essa resenha sem antes falar sobre a capa, com o vermelho maravilhoso, e das ilustrações do livro. Aliás, um pequeno detalhe que não me passou despercebido: nos capítulos tem sempre um pequeno desenho - o medalhão? - e a fonte do título do capítulo também ficou sensacional! Gostei da fonte do texto também, e do tamanho da letra [grande, mas eu gosto de letras grandes, mesmo em livros gigantescos porque aí não forço a vista -Q].

As ilustrações ficaram bem desenhadas; nem muito realistas e nem muito infantis - um meio termo, digamos assim. Gostei bastante, e achei ÓTIMO estarem todas em preto e branco. Já vi livros com as ilustrações coloridas, e muitas, muitas vezes a cor meio que não fica muito boa, ou então o desenho fica muito melhor em preto e branco do que colorido. Enfim. Gostei dos traços das ilustrações, parabéns ao Hudson Andrade :D



Sinceramente, estou muito curiosa para ler a série principal, Crônicas de Myriade, e muito ansiosa para, finalmente, mergulhar de vez nesse mundo que me parece tão legal! Eu adoro séries de fantasia que não são nem infantis e nem adultas [vulgo, Deltora Quest, essa série linda maravilhosa <3 ] e acho que Myriade vai me agradar MUITO mesmo, pelo que estou sentindo - risos.

Espero começar em breve. Estou verdadeiramente ansiosa e me senti calorosamente recepcionada em meu primeiro mergulho à Myriade.

23 de maio de 2015

Café Turco - Guto Castro



Então, esse livro aqui eu descobri enquanto vasculhava o setor de "livros" [risos] da Chiado Editora, nossa parceira. Eu queria justamente escolher um livro para resenhar que fosse não somente interessante, mas que tivesse também uma capa legal - sim, eu escolho livros pela capa. Então, faça capas legais, senhor autor.

De qualquer modo, Café Turco me chamou atenção por, primeiro, ter uma capa com uma xícara de café e eu adoro cafés. E segundo lugar, o nome ser Café Turco: além de café, eu também acho a cultura oriental [meio a meio, no caso Turco, huehue] bem legal e já tinha lido algumas coisas sobre a Turquia, então fiquei bem curiosa.

Acho que o livro cumpriu o que eu esperava dele; tirando algumas coisas meio... Imperdoáveis. Vamos à resenha, sem mais delongas.

"Na Turquia o café é servido sem ser coado e a borra que no fundo cai, revela mais do que o simples desenho que se forma. Passado, presente e futuro se fundem e colocam Ibrahim e seu irmão numa Turquia que vai muito além das aparências e pontos turísticos. Uma viagem que mudaria para sempre a vida dos dois e sabe-se lá de quem mais...".

Guto Castro.
Chiado Editora.
2015, Abril - 1ª Edição.







Então. Como eu havia dito mais acima, procurava por um livro no catálogo da Chiado Editora para ler e resenhar. Admito que não conheço muito as obras que a editora publica ou, enfim, os autores brasileiros dela [exceto pelo Dener B. Lopes, a Raquel Pagno e outros dois -q]. Dessa forma, tive que fazer o que eu normalmente faço nas livrarias:

Vejo uma capa legal. Leio o título. Se me agradar, abro uma nova guia com as informações do livro e vejo se vale a pena ser lido. Senão, continuo nessa minha seleção até achar um que agrade de verdade.

Eu tenho que dizer que Café Turco me chamou MUITA atenção pela capa [adorei essa xícara gente, sério. Vou até agora na cozinha pegar um cafézinho pra mim -q] e pelo título. Afinal de contas, além de ter café, também tem 'turco' e normalmente o que tem 'turco' é muito interessante - pelo menos pra mim. E eu, coincidentemente, estava ensinando a minha irmã sobre o Império Turco-Otomano. Considerei coisa do destino, pedi o livro e... Digamos que minhas expectativas tenham sido 40% supridas.

[É uma bela capa de café]

Para começar, eu gostei dos personagens. Começamos acompanhando o irmão do Ibrahim, que, aliás, não tem nome. Sério. O cara não tem nome. Durante todas as 205 páginas de história, eu não li uma única vez o nome do dito cujo. Na realidade, parando para pensar, acho que só "comecei" a ler nomes quando o Irmão-do-Ibrahim desembarcou na Turquia. Antes disso, nada de nomes. Isso me deixa um tanto quanto angustiada, porque eu realmente gosto de saber com quem estou lidando e quando o personagem não tem nome eu não crio nenhum vínculo com ele ou, enfim...

Apesar de que não há muitos personagens no livro, e isso é um ponto legal. Gosto de livros com poucos personagens, que são bem aproveitados e utilizados ao longo da trama. De qualquer modo, vamos chamar o Irmão-do-Ibrahim de "Marcelo", porque eu quero e porque ficar escrevendo Irmão-do-Ibrahim cansa e enche o saco.

Logo nas primeiras páginas, nós acompanhamos o Ibrahim e o "Marcelo" se dirigindo ao hotel onde iriam ficar na Turquia. Gostei muito mesmo desse começo e das muitas visitas a pontos turísticos do local, porque ficaram recheados de história e de informações inteligentes e eu simplesmente amo esse tipo de livro [Dan Brown -qq].

O autor mostra de uma forma muito agradável a cultura do local; desde o comportamento dos turcos no período do Ramadã, até as construções, comida, clima... Enfim. Ele soube construir de forma fantástica o clima da Turquia, colocando o leitor em toda a situação como se ele realmente estivesse no país! Eu acho isso fantástico, e adoro quando o autor consegue chegar a esse estado sem entupir o livro de detalhes desnecessários ou, enfim, enrolar infinitamente para dizer o que pretende.



Acho que, infelizmente, essas foram as únicas partes que realmente gostei da história. Quer dizer, tem toda a trama com a mãe do Ibrahim [seria spoiler contar isso aqui. O legal dessa trama é, durante a leitura, descobrir o que há com ela e, enfim, com toda a família do Ibrahim e do "Marcelo"], a coisa das cartas [que eu achei muito tocante], e a própria história das viagens pelo mundo - livros assim sempre me dão uma vontade louca de viajar #chateada - mas... Havia pontos no livro que realmente não deu para ignorar.

Eu vi que o próprio Guto Castro revisou seu livro, e isso fez minha hipótese se tornar uma teoria [pra quem não sabe, teoria não é um troço "hipotético" ¬¬]. Acontece que eu vi MUITAS frases com pontuação errada [virgulas separando sujeito de verbo... Enfim, coisas que, pra mim, são imperdoáveis], muitas frases mal formuladas, palavras desconexas, alguns erros de digitação... Ou seja, o autor não é burro, claro, mas acontece que depois de ler tantas vezes o próprio texto, a gente acaba deixando passar uma coisa ou outra. É normal. Sempre acontece. Só que ao invés de você revisar, sozinho, normalmente manda-se o livro para alguém de confiança, um amigo, um revisor por fora... Qualquer pessoa.

Mas vir com erro não dá.

Essas coisas me deixaram muito, muito irritada com o livro que parecia tão maravilhoso. Eu via aquelas pontuações e ficavam "hm..." ou então lia uma frase muito mal formulada e precisava até reler para tentar entender. E foi aí que pensei: "ele provavelmente não usou o revisor da editora e acabou deixando passar esses erros". Isso é normal, claro, autores são humanos e ficam com sono, cansados ou normalmente deixam passar essas coisas.

Só que não posso deixar de lado essas coisas numa resenha.



Enfim. Além disso tudo, houve... um romance mega clichê. Que droga. Estava tudo indo de forma maravilhosa: os pontos turísticos, a coisa histórica, a viagem... Até que veio o romance clichê como se desse um tapa em mim e dissesse: "estava achando bom?! Agora sofre!".

Eu odeio romance clichê. Odeio. Com todas as minhas forças. Odeio essa coisa de "ai meu Deus, você é tão maravilhosa e eu já estou chorando porque sinto tanto sua falta e fiquei preocupada, sendo que te conheci ontem". Odeio muito mesmo.

Isso, claro, fez com que eu passasse a ler cada vez mais rápido para terminar a coisa toda de uma vez. Preciso admitir que achei a história da Fulana do romance muito interessante, mesmo, e adoraria se o autor tivesse aprofundado em algo do tipo... Mas isso não aconteceu.

Acho que o que salvou a história foi metade do final. A outra metade não gostei. Mas essa metade... Ficou surpreendente - eu não esperava por isso mesmo - e fez todo o sentido. Gostei muito mesmo; todo mérito ao autor!! Apesar do romance clichê.

Fora toda essa coisa de enredo, personagens e tudo mais, queria dizer que adorei as páginas. Muito macias, com letras boas. Enfim.

21 de abril de 2015

Morte Súbita [J.K. Rowling]



Para quem não conhece - o que acho impossível - esse livro, Morte Súbita, foi escrito pela nossa digníssima e amada J. K. Rowling anos após o fim, infelizmente, de Harry Potter, a série mais famosa do mundo, que tem os livros mais vendidos e lidos do mundo [em segundo lugar no ranking, na verdade].

Muita gente comprou o livro às pressas, achando que pudesse ter algo a ver com Harry Potter ou, sei lá, que fosse outra história relacionada com Hogwarts ou seu universo paralelo - já que a imagem na parte de trás do livro é MUITO parecida com Hogwarts, de verdade, e acreditem: eu não sou dessas fãs que procura eastereggs em tudo que é lugar. Só às vezes.

De qualquer modo, essas pessoas que compraram sem saber do que se tratava e achando que poderia ter relação com Harry Potter.... Quebraram a cara de forma impressionante. O livro não tem absolutamente nada relacionado com o mundo mágico e não faz sequer uma única menção a ele. Aliás, nem mesmo a linguagem, o clima e o enredo têm a ver.


"Quando Barry FairBrother morre inesperadamente aos quarenta e poucos anos, a pequena cidade de Pagford fica em estado de choque.
A aparência idílica do vilarejo, com uma praça de paralelepípedos e uma antiga abadia, esconde uma guerra.

Ricos em guerra com os pobres, adolescentes em guerra com seus pais, esposas em guerra com os maridos, professores em guerra com os alunos Pagford não é o que parece ser à primeira vista.

A vaga deixada por Barry no conselho da paróquia logo se torna o catalisador para a maior guerra já vivida pelo vilarejo. Quem triunfará em uma eleição repleta de paixão, ambivalência e revelações inesperadas? 

Com muito humor negro, instigante e constantemente surpreendente, Morte Súbita é o primeiro livro para adultos de J.K. Rowling, autora de mais de 450 milhões de exemplares vendidos."

Autor:J. K. Rowling
Editora: Nova Fronteira
Ano:2012
Páginas: 501 pags.


Logo nas primeiras páginas do livro, o conselheiro do distrito de Pagford morre por conta de um aneurisma cerebral. A partir daí, todo o local onde se passa a história "explode" de ansiedade pelo tão cobiçado cargo de Conselheiro [que é tipo prefeito, mas como é um Distrito se chama Conselheiro -q].

E acredito que de cara, os "leitores iludidos" que compraram ou começaram a ler Morte Súbita por conta de Harry Potter, tenham ficado um tanto quanto chocados. Quer dizer, se eu compro um livro imaginando que ele tenha alguma relação com a minha série infanto-juvenil fofinha favorita, eu não vou esperar ver nas primeiras páginas um personagem se afogando no próprio vomito enquanto, em convulsões, sangra e tem o cérebro parcialmente estourado.

[Nah, claro que eu nem me toquei que Harry Potter estava bem atrás de Morte Súbita... Total coincidência...]

Por isso, a primeira coisa que eu quero falar nessa resenha aqui é: O LIVRO NÃO TEM NADA A VER COM HARRY POTTER, OK? TEM CENAS 'PESADAS', TEM MORTES, TEM DROGAS, TEM DROGADOS E TODAS AS VARIANTES POSSÍVEIS.

Obrigada.

Sei que a maior parte dos leitores dessa resenha vão ficar meio "ok, mas a gente já sabia disso", mas acontece que, mesmo 3 anos depois do lançamento do livro, muita gente ainda acha que tem relação. E, por Merlin, não tem.

De qualquer modo, vamos falar desse livro incrível.

Acredito que uma das coisas que mais me agradou durante a leitura foi o fato de que nenhum personagem era inteiramente bom ou inteiramente mau - na realidade, a maior parte deles parecia ser bem cretina, desagradável, fofoqueira e nada legal para se ter por perto ou como amigos. No fundo, acho que de todos os personagens, somente a Marry Fairbrother - viúva do nosso querido defunto - era quase integralmente boa. Quer dizer, a mulher passa o livro inteiro chorando e caindo aos pedaços, então, não tem muito o que se dizer sobre ela.

Os outros personagens, por outro lado, são extremamente dignos de nota. Acho que se eu fosse falar em particular sobre cada um deles ficaria a vida inteira aqui nessa resenha. Portanto, eu só digo que cada personagem vale a pena. Todos têm problemas muito graves que se entrelaçam sempre nos problemas dos outros.

Por exemplo: Krystal [Good girls gone bad... take a three...] deve cuidar do irmão mais novo, Robbie, porque a mãe, Terri, é uma drogada viciada em heroina que já passou duas vezes pela clínica de reabilitação de Fields. Elas são cuidadas pela assistente social Kay, mãe de Gaia, e que está envolvida com Gavin, ex-melhor amigo de Barry Fairbrother e que, por sua vez, era o treinador do time de remadoras... Do qual fazia parte Krystal.

Está tudo relacionado, e isso é tão maravilhoso! É uma rede bem feita, forte e sem risco de danos. Até você tirar Barry Fairbrother. E quando isso acontece... Tudo entra em colapso.


[O livro é dividido em seis partes, no total. Sendo a sexta parte o "último capítulo"]

Acho que toda essa rede de intrigas, mortes e coisas ainda mais horríveis deixa o livro com um clima perfeito. Sinceramente, eu não conseguia imaginar a autora de uma série tão jovem quanto Harry Potter, escrevendo algo desse tipo - não que eu não acreditasse na capacidade da mulher, mas... Fiquei surpresa. Não é como alguns autores que escrevem coisas sobre o mesmo universo dezenas de vezes e lançam trilogias que são basicamente a mesma coisa, sobre o mesmo mundo. :)

De qualquer modo, o livro é verdadeiramente surpreendente, e eu não preciso nem falar da escrita da Rowling; impecável, como sempre. Sabe prender o leitor e não deixa nenhum ponto fora da linha da história.

Outra coisa bem retratada também é que os personagens mais novos - como Andrew, Bola Wall, Gaia... - não são "infantis", ou retratados de forma infantil. E nem mesmo os bebês, como o Robbie - claro, ele é um bebê, mas não é mostrado ao público de forma "own, tem esse bebê lindo aqui", como eu vejo muitas vezes. Os adolescentes são tão 'polêmicos' quanto os adultos, e até mesmo as crianças/bebês não são tão extremamente adoráveis assim.

Voltando a falar sobre a trama:

Acho que a rede criada pela Rowling foi tão bem feita, que o enredo não tem praticamente nenhum erro. Quer dizer, ela pensou em todos os detalhes, como sempre, e criou algo que, ao ser lido, você não consegue encontrar nenhum erro - ao menos eu não consegui.

E pensando agora, eu sinceramente não vejo nenhum ponto da história que foi "encheção de linguiça" ou criado apenas para aumentar a história, e que normalmente me deixa com tédio. Não, não houve nada assim. Cada ponto da história é necessário por algum motivo que, mais para frente, irá se mostrar importante. Desde a criação do site do Conselho, até a Sukvinder [aliás, a melhor personagem de todas, q].

Esse é outro ponto maravilhoso, aliás. Rowling não teve medo de escrever, de narrar o que queria narrar. Essa foi uma das coisas que me irritou DEMAIS nos livros do John Green, por exemplo. O cara parece que vai começar a escrever algo polêmico e mega interessante e, de repente, muda de assunto. Como se ele tivesse medo de fazer os adolescentes que leem seus malditos livros pensarem um bocado, ou se questionarem.

Eu odeio isso com todas as minhas forças. Por isso não gosto do John Green.

[Vai me dizer que essa coisa não parece Hogwarts? Se você forçar a vista, dá até pra ver o Harry ali!]

Acredito que a única coisa que tenha me deixado meio "bolada" com o livro, foi o "motivo final". Quer dizer, vou dar uma explicada aqui para vocês rapidamente, sem dar spoilers:

Após a morte do Fairbrother, algumas pessoas começam a querer se candidatar a seu lugar de Conselheiro. Por trás disso, há sempre questões de 1) intrigas e raivinha entre as pessoas [Tem gente que não gosta do Pombinho Wall e ao mesmo tempo não gosta do Howard - pior família, aliás], 2) tramas envolvendo os tais candidatos [um tentando sabotar o outro, sempre] e 3) Fields/Yarvil X Pagford [porque Pagford é um distrito de gente rica e idiota que odeia o pessoal pobre e drogado de Fields que, originalmente, era para ser um bairro do distrito de Yarvil].

Acontece que, antes das eleições para Conselheiro [por isso o X em vermelho na lombada do livro! Notei agora isso q], ocorre alguns "eventos" que deixam os candidatos em uma situação meio... Constrangedora. E esses eventos são causados porque... Bem, por motivos tão.. Não comuns com o que acontece durante todo o maldito livro, que eu fiquei indignada!!

Quer dizer, o tempo inteiro eu estava lá, feliz, esperando mortes e explosões e sangue e ratos, e de repente... Isso. E por conta de 'x', feito por 'y'.

É um tanto quanto decepcionante, J. K., um tanto quanto decepcionante.


MAS, fora isso, eu gostei mesmo do livro. De verdade. Não é um dos meus favoritos, mas é muito bom e eu pretendo comprá-lo/ganhá-lo para colocar na minha estante. Acho que todos deveriam ler, e ficar já preparados para o fato de que a linguagem, a trama e tudo do livro são totalmente adultos e nada a ver com Harry Potter - a não ser o fato de tudo ser britânico! :D Risos



É isso. Comentem aqui o que acharam do livro, ou suas expectativas com relação a ele.

~ Biacinha

16 de abril de 2015

O Código da Vinci [Dan Brown]



Acho que a maior parte dos leitores/cinéfilos/pessoas aleatórias já ouviu falar sobre esse livro, desse autor. Talvez não saibam exatamente sobre o que o livro fala, e talvez até mesmo alguns passassem a não curtir muito o livro depois de lê-lo ou de ouvir um pouco sobre o que se trata.

O Código da Vinci é um dos livros mais lidos no mundo inteiro e inclusive o 20º livro mais vendido [no ranking de livros com mais de 50 milhões de cópias vendidas. No caso, O Código da Vinci vendeu mais de 80 milhões de cópias], contando com outras edições também de outras editoras - tanto da Bertrand Brasil como quanto da Sextante também.

Ele faz parte de uma "série" de livros do autor Dan Brown. No caso, o que conecta os livros dessa série é uma espécie de linha do tempo e o fato de que o protagonista é sempre o mesmo - Robert Langdon. Não há absolutamente nenhum mal em ler 'fora da ordem' [como eu fiz, começando direto pelo Código da Vinci e indo para Inferno], porque a única coisa que mostra essa conexão entre os livros é uma pequena menção ou outra dos acontecimentos de livros anteriores, mas nada que dê spoilers ou, enfim, coisas do tipo.

Para os mais metódicos, a ordem seria: Anjos e Demônios; Ponto de Impacto; Código da Vinci; Símbolo Perdido e, finalmente, Inferno [o mais recente de Dan Brown].
Para os não tão metódicos assim: vamos falar sobre o livro extremamente polêmico cuja adaptação cinematográfica foi quase proibida de ser produzida pelo Vaticano.

Um assassinato dentro do Museu do Louvre, em Paris, traz à tona uma sinistra conspiração para revelar um segredo que foi protegido por uma sociedade secreta desde os tempos de Jesus Cristo. A vítima é o respeitado curador do museu, Jacques Saunière, um dos líderes dessa antiga fraternidade, o Priorado de Sião, que já teve como membros Leonardo da Vinci, Victor Hugo e Isaac Newton.

Momentos antes de morrer, Saunière consegue deixar uma mensagem cifrada na cena do crime que apenas sua neta, a criptógrafa francesa Sophie Neveu e Robert Langdon, um famoso professor de Simbologia de Harvard, podem desvendar.

Os dois transformam-se em suspeitos e em detetives enquanto percorrem as ruas de Paris e de Londres tentando decifrar um intricado quebra-cabeça que pode lhes revelar um segredo milenar que envolve a Igreja Católica.

Apenas alguns passos à frente das autoridades e do perigoso assassino, Sophie e Robert vão à procura de pistas ocultas nas obras de Da Vinci e se debruçam sobre alguns dos maiores mistérios da cultura ocidental - da natureza do sorriso da Mona Lisa ao significado do Santo Graal.

Autor: Dan Brown.
Ano: 2004.
Editora: Arqueiro.
Páginas:421 + capítulo de Anjos e Demônios.

Acho que já deu para ver, pela sinopse, que o livro realmente promete trazer umas discussões bem polêmicas à tona - coisas como Jesus Cristo, Santo Graal e, especialmente, a Igreja Católica [o que ainda me faz pensar que a Igreja deve ter esse livro dando alergia na sua instituição até hoje. RISOS]. E antes de começar, eu sinceramente aviso às pessoas: por favor, comecem o livro com a mente aberta. Claro, nem tudo o que está nele é verdadeiro, mas ainda assim... Para as pessoas "mente fechada", essas coisas podem incomodar bastante.

Já começamos o primeiro capítulo acompanhando o assassinato do curador Jacques Saunière que, segundo a sinopse, está envolvido em alguns grupos bem "polêmicos". Como lemos na sinopse, não é novidade alguma que Jacques antes de morrer deixa uma mensagem, de alguma forma, para sua neta, Sophie, e para o simbologista Robert. Acontece que... o modo como ele é morto, por quem ele é morto e onde ele deixa a mensagem... Já são coisas que deixam o leitor intrigado desde o princípio [ponto para Dan Brown, que sabe fisgar o leitor].

[Este é o livro. Olá]

Durante toda a leitura, acompanhamos Robert e Sophie em sua tentativa desvairada de desvendar quem matou o curador Jacques. Claro que, como simbologista e como um livro de suspense e investigação, teremos muitas idas e vindas dos dois personagens principais e eles quase sendo pegos para, no final, se livrarem e serem perseguidos, etc, etc, etc, etc.

Essa foi uma das coisas que me irritou um pouquinho durante a leitura. Eu não curto muito essa coisa dos herois sempre se safarem ou sempre estarem perto de serem pegos e, DE REPENTE, POR ALGUM MOTIVO DO ALÉM-TUMULO, eles se livram (!!!!). Não suporto esse tipo de coisa e durante a leitura de Código da Vinci essas coisas me irritaram e me fizeram tirar uma estrela ao total [de cinco estrelas]. Quer dizer, o livro poderia ser um pouco mais lógico, certo? Os principais às vezes são pegos e às vezes se ferram demais e muitas vezes eles morrem.

Quer dizer, cadê o sentido disso?

Além do que, não há muito o que falar dos personagens. Há o tipíco protagonista inteligente pra caramba, a garota que se une a ele e também é muito inteligente, e o investigador da polícia que acha que sabe tudo mas não sabe nada [fazendo o Snow] e os ajudantes do investigador da polícia que normalmente podem ser caras descolados, gordos ou idiotas. E, como sempre, há o amigo do protagonista, e o vilão da história. Fim. São personagens típicos, sem muita profundidade psicológica ou qualquer coisa do tipo, com histórias montadas superficialmente [dependendo da importância do personagem] e que de alguma forma se encaixam com a história do livro, em si.

Portanto, o que há de mais rico na história do Código da Vinci não é o elenco.

[Adorei a organização dos capítulos, sem pular muitas linhas ou sem começar em outra página. Gostei mesmo]

De qualquer modo, o restante do livro é muito maravilhoso. Não sei se eu digo isso porque a investigação é feita de uma forma inteligente, lógica e racional, ou se digo isso porque as coisas que envolvem a investigação são perfeitamente polêmicas ou, então, se é porque ao ler essas coisas polêmicas eu fiquei bastante feliz [curto coisas polêmicas, especialmente envolvendo instituições poderosas como o Vaticano].

Aliás, uma coisa que realmente me agradou foi a veracidade de certas coisas que são importantes no livro [como o Priorado de Sião, Opus Dei...]. Logo no começo do livro, temos uma página falando sobre a veracidade dos assuntos, e também sobre os detalhes das obras de arte, dos autores, pintores, etc. Isso torna a história ainda mais interessante, porque você fica se perguntando "e se as coisas que não são verdadeiras... Fossem?".

Mas o que realmente me interessou foi a polêmica.

Caso vocês não saibam, ou sei lá, não tenham notado ainda, Código da Vinci tem seu enredo todo envolvido pela Igreja e pelos pontos da religião católica [Jesus, Maria Madalena, Santo Graal, etc] e o autor, Dan Brown, toca em assuntos e em questionamentos que talvez não sejam muito legais para o Vaticano ou até mesmo para muitos católicos ao redor do mundo. Ao mencionar o Opus Dei, por exemplo [uma organização extremamente conservadora da Igreja Católica que é conhecida por "mortificações corporais", ou seja, penitências corporais, autoflagelamento, etc], o autor talvez esteja tocando em uma ferida que está aberta e que não vai se fechar nunca. Toca em pontos do Vaticano que, eu acho, o atual Papa não queira falar muito sobre.

Ao mencionar Maria Madalena, Jesus e Santo Graal [que poderia ser o Cálice usado por Jesus na santa ceia, OU que é "alguma coisa" relacionada a Jesus e que foi procurada pelo Rei Artur e pelos cavaleiros da Távola Redonda - segundo o mito do Graal - mas que, no Código da Vinci, tem um significado extremamente polêmico para o Vaticano e para católicos mais fervorosos, talvez], acredito que Dan Brown esteja tocando em assuntos que não sejam tão agradáveis de serem discutidos, que não são muito bem aceitos - pelo que deu para perceber - e que, certamente, não são bem vistos por organizações como o Opus Dei.

E isso é legal.

Nada contra o Vaticano, claro, mas eu gosto de livros que cutuquem feridas. Gosto de livros que propõem questionamentos e que, especialmente, façam as pessoas duvidarem do que já escutaram/aprenderam. Não em especial sobre o Vaticano, mas sobre qualquer coisa! Qualquer coisa que promova um questionamento mais avassalador, para mim, é digno de atenção. Por isso gostei tanto de O Código da Vinci; porque ele propõe esse questionamento... Sobre a Igreja e tudo o que ela já alegou.

[Esse é Robert e essa é a Sophie. Atrás, temos a famosa Mona Lisa]

Continuando e deixando as polêmicas de lado, eu diria que Código da Vinci é um dos livros mais lidos, mais vendidos e mais adorado no mundo justamente pelo questionamento que ele traz, pelas coisas que ele aponta e critica e, especialmente, pela escrita.

Eu nunca havia lido Dan Brown antes e, preciso confessar, eu julgava extremamente o autor. Não sei o motivo, mas eu achava que os livros eram ruins ou que, sei lá, eram muito românticos (?). Ainda bem que comecei a ler esse livro, porque eu enxerguei que o autor é muito bom, e que escreve realmente muito bem.

De qualquer modo, o desenrolar do livro e da investigação são bons... Mas o final é um tanto quanto decepcionante. Quer dizer, eu esperava mais, de fato. Eu esperava algo surpreendente de uma forma mais lógica, e não o que aconteceu.

Sem querer dar nenhum spoiler sobre o final ou sobre a história do livro em si, eu acredito que devo falar que, talvez, essa história prometa demais durante o desenrolar de tudo, mas que ao final... Ela é um tanto quanto normal. Eu esperava uma coisa maior, esperava uma grande revelação, esperava QUALQUER COISA MAIS ABSURDA E MAIS LOUCA, mas não o que aconteceu!! Fiquei seriamente chateada com Dan Brown [apesar de que ele está cagando para isso] e com esse final.

Eu queria mais. Esperava mais.

Apesar disso, o livro continuou com quatro estrelas no skoob porque de fato tudo o que envolve a história e a investigação é sensacionalmente polêmico e [FODA] maravilhoso. Eu gostei demais disso, e chegou até a superar esse final meio decepcionante.


No final das contas, o livro é ótimo e a escrita também. Se você quiser ler, prepare-se para ler coisas um tanto quanto questionadoras.

Como eu já vi o filme, pretendo dar aquela resenhada também. O que já posso adiantar é que, mesmo sendo um tanto quanto fiel... O filme deu um jeito de destruir a "ideia questionadora principal" do livro - com somente uma mudança em uma fala, de uma cena.

Até lá :D

13 de abril de 2015

Cinderela (2015)



Confesso que quando fui ver Cinderella, não tinha expectativas nenhuma em relação ao filme. Aliás, tinha: que seria um filme bem “meh”, tipo aqueles da sessão da tarde, que você vê pra passar o tempo e esquece assim que sai da sessão.

Antes de me julgarem, entendam que essa expectativa negativa não foi baseada em “nada”. Na verdade, antes dele estrear, era um dos filmes que eu mais aguardava para ver. Mas depois de sua estreia começaram os comentários negativos e chegou ao ponto do filme ser resumido para mim da seguinte forma: “A única coisa boa do filme são os animais e as roupas bonitas.”

Ah, vá, né. Pagar 16 reais pra ver animais e roupas bonitas eu ia ao zoológico e depois na Forever 21. sdds, forever, pq tão longe :’(

Mas mesmo com o preconceito fui ver. E me surpreendi.

A tal “mosca-mortice” de que acusavam a protagonista não é verdade. Pelo menos não para quem prestou atenção. Lilly James, intérprete da Cinderella, consegue balancear perfeitamente a doçura e força que dão o tom da personagem. A menina tem uma graça invejável, tem a voz doce e todos os outros pré-requisitos de mosca morta, mas sua presença de espírito não passa despercebida, e isso dá vida à Cinderella sem torná-la forçada.



O cliché do príncipe encantado imponente em seu cavalo branco que só aparece para salvar a mocinha também não é verdade. Tiveram o cuidado de dar vida ao príncipe, contar um pouco da sua história, da sua personalidade e relação com o pai (o rei). E tudo foi muito bem interpretado por Rob Stark Richard Madden.


E apesar da perfeita combinação do casal principal, o destaque do filme é inegavelmente a madrasta de Cinderella, interpretada por Cate Blanchett. Que a mulher é boa atriz, todo mundo sabe, mas ela consegue te cativar mesmo no papel de vilão de forma que você quase consegue torcer por ela. Um dos aspectos que me surpreendeu no filme, aliás, foi a relação Cinderella/madrasta. Diferente do clássico onde a madrasta é claramente má com Cinderella a partir do momento em que seu pai morre, a Lady Tremaine do filme atual passa por um processo gradual de  maldade manipulando sorrateiramente a Cinderella a fazer seus caprichos até que ela finalmente se torna sua criada.



Sobre a fada madrinha... Olha, isso na verdade foi um ponto de decepção. Acho que talvez tenha botado uma expectativa muito grande sobre a Helena Bonham Carter, mas achei a atuação dela um tanto forçada demais. Sinceramente, a fada madrinha interpretada por ela parecia que tinha tomado uns drinks antes de aparecer por lá. Muito avoada, muito desastrada, muito muito. E embora a intenção desse exagero todo fosse dar um tom de humor à cena, talvez o diretor da próxima vez prefira ficar com a máxima do “menos é mais”.

Máxima que se aplica, por exemplo, à trilha sonora. A canção de ninar “Lavender’s Blue” embala o filme todo, intercalada com algumas outras poucas músicas instrumentais, gruda na sua cabeça de uma forma boa, e te faz sair da sessão com uma vontade enorme de dançar igualzinho o príncipe dança com a Cinderella.




Recomendo o filme para todos. Todas as idades, todos os gostos. Ele tem comédia, romance e intriga na medida certa para agradar a todos os públicos, não fica cansativo e te surpreende mesmo você conhecendo o conto de trás para frente. 


Ah, e os animais são muito bons mesmo. E as roupas bonitas também. 

Corre pra ver que vale a pena!

Richard Madden 8