3 de maio de 2015

Karen Soarele - Parceria



O BeeGeek anuncia a parceria com a autora Karen Soarele, famosa por ter escrito As Crônicas de Myríade, série com dois livros já publicados e dois spin-off de 100 páginas. Para quem ainda não conhece a Karen ou seus livros, vamos às apresentações:

Karen Soarele tem 26 anos, é graduada em Publicidade, e nasceu em Assaí/PR. Atualmente mora em Campo Grande/MS. Escreve literatura fantástica infanto-juvenil, com as aventuras épicas do universo de Myríade.

Possuí um estúdio de ilustração em parceria com seu marido, onde criam jogos de celular e revistas de passatempo infantis. Adora jogos de tabuleiro, RPGs e videogame - faz todas as side-quests possíveis! Além disso, adora filmes: vê tudo o que o Netflix pode oferecer e vai ao cinema uma vez por semana.

A autora costuma escrever de noite, enquanto assalta a geladeira, e se propõe a fazer uso da ficção fantástica para abordar temas complexos da nossa realidade. Acredita que a leitura pode enriquecer nossa cultura, senso crítico e princípios individuais. Ama ler [qualquer tipo de livro, de formato] e tem uma biblioteca enorme - inveja.

Agora, vamos aos livros de Karen.

"Aisling é uma jovem camponesa que vive numa área remota de Vulcannus, o reino mais poderoso de Myríade. Entretanto, um acontecimento vem para mudar completamente sua vida: seu melhor amigo, Dharon, é ferido em batalha enquanto tentava protegê-la, e a única chance que ela tem de salvá-lo é deixar para trás tudo o que conhece e atravessar a fronteira até o território inimigo, onde pode encontrar o antídoto para o veneno que o consome. Em sua jornada, Aisling se defrontará com diversos perigos, descobrirá que toda história possui mais de um ponto de vista e aprenderá que nas amizades verdadeiras está a força para seguir pelo caminho correto. Até aonde você iria para ajudar um amigo? Línguas de Fogo é uma história de desafios, amadurecimento, e, sobretudo, amizade."

Esse é o primeiro livro da Crônicas de Myríade, com 216 páginas.
Você pode comprá-lo na Amazon ou na Lojinha do site do livro [adicione no Skoob!]


"O passado é imutável, mas o futuro depende de nossas escolhas.”
Ao pensar que sua jornada chegaria ao fim, Aisling descobre que aquele era apenas o início. Munidos da localização da Fortaleza da Resistência, o exército de Vulcannus avança, ameaçando o sonho de uma Hynneldor livre. Nessa sequência de Línguas de Fogo, Aisling deverá escolher entre voltar para casa com Dharon ou entregar uma importante mensagem à capital de Datillion. Enquanto isso, seus amigos enfrentam antigas lembranças e buscam, uns nos outros, forças para seguir em frente. Muitos perigos e aventura aguardam nessa jornada, que levará o leitor a territórios inexplorados do mundo mágico de Myríade."Este é o segundo livro da Crônicas de Myríade.
Você pode comprá-lo na Amazon, ou na Lojinha do site do livro [adicione no Skoob!], claro, depois de ler o primeiro livro :)
O livro tem 308 páginas e inclui um mapa colorido!!!!! [EU AMO MAPAS].

Agora, os spin-off de 100 páginas cada ^^

"Quando os estandartes inimigos se aproximam, apenas a magia do escolhido é poderosa o suficiente para proteger o reino de Hynneldor. Contudo, a princesa herdeira desapareceu há muitos anos, e aqueles que ousaram procurá-la jamais retornaram.
Mas a esperança é uma arma poderosa, e a descoberta de uma jovem na misteriosa Ilha de Ashteria pode mudar o destino de todos."

Essa aqui é a segunda edição desse spin-off, que conta com um capítulo adicional, nova capa e ilustrações internas.

Quem ainda não conhece a história, pode ler porque vai gostar. Quem já conhece, vai adorar.

Você pode comprá-lo na Amazon [adicione no Skoob!].


"Imerso em segredos, um misterioso livro guarda histórias sobre o passado e o futuro de Myríade, cifradas em códigos que permeiam a linguagem do universo. Para olhares desatentos, são meros contos. Mas Sebastian sabe que há uma mensagem oculta por magia, impossível de ser lembrada, e acredita na importância de compreender seu verdadeiro significado.
Tudo muda quando o precioso manuscrito é roubado. Agora, o jovem precisará reunir coragem, aceitar seus erros e pôr à prova tudo o que mais ama, para recuperar seu livro e desvendar a Canção das Estrelas."


Este aqui é um spin-off de 100 páginas, que estava sendo vendido na pré-venda com A Rainha da Primavera.

Você pode comprá-lo na Amazon [adicione no Skoob!], e os dois estavam disponíveis na pré-venda na Lojinha da série.
[Gente, esse rapaz aí atrás. Igual ao Príncipe Zuko, de Avatar: A Lenda de Aang]

Essa é nossa parceria! Gente, vai dizer que as capas não são maravilhosas? Já fico enlouquecida só de ler as sinopses, e em breve... Teremos as resenhas dos livros! [uma análise completa, claro].

Caso queiram saber mais sobre a Karen ou sobre os livros vocês podem entrar no site da Série, no blog da autora, no facebook da autora, no facebook dos livros, no twitter, no skoob ou YouTube - onde você pode ver os teasetrailers dos livros!

Gostaram? Deem um like, compartilhem, comentem aqui.

~ biacinha

25 de abril de 2015

Insurgente, o Filme





É, sei que estreou há algum tempo, mas eu preciso admitir que não era o filme que eu mais queria ver na face da Terra depois de ouvir tantos comentários negativos. Acho que eu ouvi tantas coisas - desde "A Tris ficou horrível de cabelo curto" até "o filme não tem nada a ver com o livro" e "uma bosta" - que isso meio que me deixou cabrera com o filme.

De qualquer forma, após ver Cinderella, eu e a família resolvemos ver Insurgente, ao invés de Vingadores, o que me deixou meio triste.



Eu acho meio impossível alguém NÃO SABER do que se trata Insurgente/a trilogia Divergente, como um todo, mas sempre existe alguém assim, então eu farei o favor de explicar:

Divergente é uma trilogia distópica que fala sobre a cidade de Chicago, que é dividida em um sistema de facções. Há cinco delas: Audácia [onde as pessoas usam preto e são tão corajosas que se atiram de trens em movimento, correndo o risco de quebrarem seus pescoços]; Amizade [onde as pessoas usam vermelho e amarelo e parecem "amaconhadas" o tempo inteiro]; Abnegação [onde as pessoas usam cinza e são tao altruístas que praticamente não têm opinião/vontade própria]; Erudição [onde as pessoas usam azul e são tão inteligentes e eruditas que se acham arrogantes]; e Franqueza [onde as pessoas usam preto e branco e são tão francas que chegam ao nível da falta de sensibilidade para com o colega].

Nessa sociedade, você só pode pertencer a uma dessas facções. Os que têm características para mais de uma são chamados Divergentes, e há vários níveis de divergência. Para a sociedade, eles são um perigo. Beatrice Prior, a protagonista, é uma divergente - entre audácia, erudição e abnegação - e aos 16 anos escolhe ficar na Audácia, contrariando seus pais, da abnegação, e seu irmão Caleb, que parte para a Erudição.

Acontece que, em Divergente, as coisas ficam meio feias porque o povo da erudição se acha mais inteligente e qualificado para o poder e resolve tomar o poder à força, controlando com um soro de simulação os integrantes da Audácia e fazendo todos materem o povo da abnegação. Nisso, a Tris - que é divergente, e por isso não é controlada - salva seu namorado Tobias [Four] e, depois de muitas perseguições, mortes e cenas de luta, acaba vendo a mãe morrer e mata seu amigo, Will, que estava sendo controlado pela simulação.

Eles pegam o trem e fogem para a Amizade.

E é aí que começa nosso filme.


É, claro, nós que lemos o livro somos chatos porque ficamos comparando uma coisa com a outra, e isso não tem nada a ver porque o filme não pode ter tudo o que tem o livro, porque senão as pessoas ficariam 8h sentadas no cinema... MAS VAMOS LEMBRAR QUE É UMA ADAPTAÇÃO, OK? E O PAPEL DE UMA ADAPTAÇÃO É ADAPTAR O LIVRO PRO FILME. E NÃO MUDAR COISAS SEM SENTIDO.

Obrigada.

A minha revolta tem sentido, povo humano que me lê agora, porque sinceramente, Insurgente foi um filme relativamente nada a ver com o livro. Mas vamos começar por partes:

Em primeiro lugar, temos nosso digníssimo elenco. A mesma Tris de sempre, o mesmo Tobias de sempre, a mesma Jeanine de sempre... O povo permanece sendo o mesmo, e os novos do elenco [como a Octavia Spencer, que fez aquela maluca lá líder da Amizade, cujo nome e participação é tão insignificante nesse livro que eu sinceramente ignorei completamente sua identidade] fizeram muito bem seus respectivos papeis.

Agora...

Começamos com a fazenda da Amizade; lugar bonito, calmo, cheio de "hippongas" vestindo vermelho e amarelo [péssima combinação de cores, aliás. Odeio] e agindo como se cagassem pro que acontece em Chicago - porque, na realidade, eles cagam mesmo.

E é aí que está o problema. Todos nós que vimos/lemos o Divergente, sabemos que cada facção possui um soro especial: Abnegação - soro da memória; Franqueza - soro da honestidade; Erudição - soro da morte; Audácia - soro da simulação... E amizade - soro da paz.

Cadê o raio do soro da paz nesse filme? [Ele aparece no livro, gatos, e é importante porque ele mostra que a querida Johanna (?) é tão manipuladora quanto a Jeanine].

Essa foi a primeira questão que me veio à mente enquanto via o filme. A segunda questão foi: por que a Tris está querendo dar porrada em todo mundo? Gente, a garota fica tão relax no segundo livro.

[Observem essa Tris. Que garota louca. E, pelo que me lembro do segundo filme, ela não fica loucona querendo bater em todo mundo não. ALIÁS, ESSAS SIMULAÇÕES PRA ABRIR A "CAIXA" NEM EXISTEM, RISOS].

Essa foi outra coisa que eu não podia deixar passar. A Tris, em Insurgente, passa por uma mudança de personalidade forte. É a transição dela da "garota de cabelos grandes da Abnegação" para a "garota de cabelos curtos, Divergente". Ela não quer dar na cara de todo mundo; ela fica muito mais madura.

Então, na cena do trem, no filme, em que a Tris "puxa briga" com um maluco lá sem-facção... Não aconteceria nunca. Porque a Tris não é idiota, porque a Tris em Insurgente não faria isso. Porque ela é madura demais para puxar briga com um maluco qualquer no meio de um trem qualquer.

De qualquer forma, isso nem me irritou tanto. E devo admitir que eu adorei as cenas de ação [mesmo uma parte delas, incluindo este gif acima, não existindo no livro. Risos], porque ficaram bem feitas, cheias de efeitos especiais incríveis e sequências impressionantes - essa mulher se jogando aí do prédio?!?!? Tá louco, rapaz.

Aliás, preciso dizer que eu fiquei espantadíssima quando, no meio do filme, minha mãe me diz: "essa mulher está tão envelhecida, nem parece que fez a Rose, do Titanic". Se referindo à Jeanine.

[Primeira reação. Reação eterna]

E, não, eu não sabia que ela havia feito Titanic porque eu nunca vi Titanic [NÃO VI MESMO], da mesma forma como Cinderella, ontem, foi meu primeiro filme da Cinderella [FOI MESMO] e eu precisei fazer um review com as minhas amigas sobre a história da Cinderella porque eu não sabia a história da princesa toda, nem sabia que o nome dela não era Cinderella [!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! DESDE QUANDO A CINDERELLA SE CHAMA ELLA??!?! A MADRASTRA TEM NOME?!?!?!].

Enfim.

Em todo caso, fora esses SURTOS DE PSICOPATIA AGUDA da Tris que em nada combinam com a sua personalidade em Insurgente-Livro, e as mudanças GRAVES no roteiro [pra quem viu o filme: sabem aquela caixa que você tem que fazer as simulações de cada facção? É, não tinha simulação nenhuma pra fazer. Era só abrir aquela budega e fim. E sabem o final da Jeanine? É, ele acontece antes, em outra situação que o filme não mostrou. E sabem a decisão tomada pelo Tobias, sobre a caixa e sua mensagem? É, foi a Tris e ninguém ficou feliz com isso não], eu até que gostei do filme.

Só gostaria de reclamar sobre o final.

O final não tem nada a ver. NADA. NA. DA.

NADA.

CADÊ O FINAL DO INSURGENTE? CADÊ? GENTE, NÃO TERMINA ASSIM NÃO. DÁ REC NESSE TROÇO.

Agora eu quero só ver como eles vão fazer pra Convergente, porque eles deram uma escorregada BONITA no final do Insurgente e, sinceramente, eu não faço IDEIA de como eles podem começar o Convergente, porque não tem nada a ver. Risos. Sério, quem leu Insurgente... Pode ficar revoltado no final [escreva sua revolta aqui nos comentários, abiga] porque não tem absolutamente nada a ver.

[Aquela cena final mostrando a manada de humanos e a muralha?Pff, nem vem. Aliás, sempre que mencionavam "Wall" eu pensava em GoT. Obrigada, HBO, trollando meus filmes].

Então, é isso. Eu dei 3,5 no filmow porque, sinceramente, que diabos de final RIDICULO foi esse, mas eu gostei das cenas. Claro, a maior parte delas nunca daria certo na vida real/um filme do George Martin ou do Stephen King, mas fazer o quê?

[Observe isso Brasil. Sinceramente, isso nunca daria certo. NUNCA. Deu uma sorte do inferno. Vai se ferrar]

Mas, de qualquer modo, foi um bom filme. Eu sinceramente espero a continuação, porque eles estão muito ferrados depois desse final sem sentido nenhum com a história. E eu quero VER O CIRCO PEGAR FOGO.

Para quem ainda está meio fora do ar, Convergente será dividido em duas partes [porque dinheiros] e a primeira parte vai estrear em 2016. Vamos rezar pelo bom senso dos diretores, até lá.

Obrigada, de nada.

Termino esta resenha com um gif da Jeanine/Rose, porque eu ainda estou chocada com o fato da mulher ter feito Titanic.

[Apesar de tudo, a caixa ficou maneiríssima]

~ biacinha

23 de abril de 2015

Primeiro capítulo de O Quarto Espírito, de Ronaldo Cavalcante



Aos que leram Cinco Luas, do Ronaldo Cavalcante, sei que ficaram extremamente tristes com a morte do nosso querido Guardião William, o rapaz dobrador de terra [dobrador, na linguagem de Avatar: A Lenda de Aang, significa "dominador"] e ficaram ansiosos pelo lançamento da continuação de Cinco Luas para saber se o garoto estava mesmo vivo ou não - pois, como se lembram, Luciana, a Guardiã da Vida, teve uma espécie de revelação maior dada pelos Gêmeos, suas entidades, de que Will estaria ainda vivo.

É, essa é uma questão bastante intrigante porque o Guardião da terra foi morto bem diante dos olhos de todos os guardiões, com sua cabeça arrancada inclusive. Como ele poderia estar vivo?!

A resposta se encontra neste capítulo que o Ronaldo gentilmente me enviou [porque eu acabei sabendo dele meses depois do lançamento do capítulo. Risos].


[Esse livro é tão compacto e pequeno <3 ]

O capítulo é bem intrigante. Não trás nenhuma batalha, nenhuma cena de ação, nada do gênero, mas nos mostra o "depois" da grande guerra final mundial interplanetárias - o que, normalmente, não é muito mostrado. Quer dizer, você não vê o "depois" dos esforços dos protagonistas super-poderosos, e se vê, às vezes não é tão sincero assim.

Gostei muito de ver o povo enfurecido tentando matar a Luciana para conseguir a cura de qualquer doença, a restauração de seus membros, para se livrar da morte batendo a sua porta. Porque isso é a humanidade: nos tornamos ainda mais egoístas quando desesperados, e também agressivos e violentos.

Além do que, adorei ver esse depois dos Guardiões. Fiquei satisfeita, aliás, com o rumo que Leo tomou e com seu poder ao ajudar os mais necessitados [na realidade, eu teria feito exatamente o mesmo em seu lugar e, bem, ele é um dobrador de água. Como não adorá-lo?] e também pelo poder que a Luciana acumulou durante os tempos de meditação.

Acho que quando houver outra batalha, Luciana vai despedaçar muita gente.

Mas, claro, que nada me deixou mais animada com esse capítulo do que o final. Saber se Will estaria vivo ou não, saber, finalmente, se Luciana estava errada ou completamente certa sobre seu namorado. Isso me deixou mais empolgada.

Você quer saber a verdade? Eu não irei contar. De forma alguma.

Se quiserem saber, basta entrar em qualquer um dos links, para o formato desejado, e baixar seu capítulo [links no final do post].


[Esta é Luciana, bem diferente do que eu havia imaginado em Cinco Luas, mas posso conviver com isso]

Para quem não sabe, o capítulo é referente ao segundo livro: O Quarto Espírito, continuação de Cinco Luas que, pelo que já li, permanece com a mesma estrutura de escrita limpa e de fácil acompanhamento - sem muita enrolação, por exemplo. E que aparentemente trará um enredo mais empolgante ainda, com batalhas e cenas de ação muito mais explosivas que as do primeiro livro e que trará revelações de tramas não explicadas em Cinco Luas.

Aliás, para quem está muito empolgado com a continuação, digo que Quarto Espírito trará ao público novas entidades, soberanos e... Novos Guardiões também! Pelo que Ronaldo me disse, ele está tão empolgado escrevendo os novos guardiões que pensa em se livrar dos antigos [oh, god, why?].

A previsão de lançamento do segundo livro, em formato digital, está para julho. Já o formato físico não tem previsão ainda de lançamento - vamos todos esperar ansiosamente por julho, porque eu realmente quero ler a continuação desse capítulo. Assim não dá, assim não pode.

E como eu havia prometido a você, aqui está seus links: epub; mobi; pdf.

Os links também estarão disponíveis no post do Ronaldo Cavalcante, que você pode acessar aqui.

21 de abril de 2015

Morte Súbita [J.K. Rowling]



Para quem não conhece - o que acho impossível - esse livro, Morte Súbita, foi escrito pela nossa digníssima e amada J. K. Rowling anos após o fim, infelizmente, de Harry Potter, a série mais famosa do mundo, que tem os livros mais vendidos e lidos do mundo [em segundo lugar no ranking, na verdade].

Muita gente comprou o livro às pressas, achando que pudesse ter algo a ver com Harry Potter ou, sei lá, que fosse outra história relacionada com Hogwarts ou seu universo paralelo - já que a imagem na parte de trás do livro é MUITO parecida com Hogwarts, de verdade, e acreditem: eu não sou dessas fãs que procura eastereggs em tudo que é lugar. Só às vezes.

De qualquer modo, essas pessoas que compraram sem saber do que se tratava e achando que poderia ter relação com Harry Potter.... Quebraram a cara de forma impressionante. O livro não tem absolutamente nada relacionado com o mundo mágico e não faz sequer uma única menção a ele. Aliás, nem mesmo a linguagem, o clima e o enredo têm a ver.


"Quando Barry FairBrother morre inesperadamente aos quarenta e poucos anos, a pequena cidade de Pagford fica em estado de choque.
A aparência idílica do vilarejo, com uma praça de paralelepípedos e uma antiga abadia, esconde uma guerra.

Ricos em guerra com os pobres, adolescentes em guerra com seus pais, esposas em guerra com os maridos, professores em guerra com os alunos Pagford não é o que parece ser à primeira vista.

A vaga deixada por Barry no conselho da paróquia logo se torna o catalisador para a maior guerra já vivida pelo vilarejo. Quem triunfará em uma eleição repleta de paixão, ambivalência e revelações inesperadas? 

Com muito humor negro, instigante e constantemente surpreendente, Morte Súbita é o primeiro livro para adultos de J.K. Rowling, autora de mais de 450 milhões de exemplares vendidos."

Autor:J. K. Rowling
Editora: Nova Fronteira
Ano:2012
Páginas: 501 pags.


Logo nas primeiras páginas do livro, o conselheiro do distrito de Pagford morre por conta de um aneurisma cerebral. A partir daí, todo o local onde se passa a história "explode" de ansiedade pelo tão cobiçado cargo de Conselheiro [que é tipo prefeito, mas como é um Distrito se chama Conselheiro -q].

E acredito que de cara, os "leitores iludidos" que compraram ou começaram a ler Morte Súbita por conta de Harry Potter, tenham ficado um tanto quanto chocados. Quer dizer, se eu compro um livro imaginando que ele tenha alguma relação com a minha série infanto-juvenil fofinha favorita, eu não vou esperar ver nas primeiras páginas um personagem se afogando no próprio vomito enquanto, em convulsões, sangra e tem o cérebro parcialmente estourado.

[Nah, claro que eu nem me toquei que Harry Potter estava bem atrás de Morte Súbita... Total coincidência...]

Por isso, a primeira coisa que eu quero falar nessa resenha aqui é: O LIVRO NÃO TEM NADA A VER COM HARRY POTTER, OK? TEM CENAS 'PESADAS', TEM MORTES, TEM DROGAS, TEM DROGADOS E TODAS AS VARIANTES POSSÍVEIS.

Obrigada.

Sei que a maior parte dos leitores dessa resenha vão ficar meio "ok, mas a gente já sabia disso", mas acontece que, mesmo 3 anos depois do lançamento do livro, muita gente ainda acha que tem relação. E, por Merlin, não tem.

De qualquer modo, vamos falar desse livro incrível.

Acredito que uma das coisas que mais me agradou durante a leitura foi o fato de que nenhum personagem era inteiramente bom ou inteiramente mau - na realidade, a maior parte deles parecia ser bem cretina, desagradável, fofoqueira e nada legal para se ter por perto ou como amigos. No fundo, acho que de todos os personagens, somente a Marry Fairbrother - viúva do nosso querido defunto - era quase integralmente boa. Quer dizer, a mulher passa o livro inteiro chorando e caindo aos pedaços, então, não tem muito o que se dizer sobre ela.

Os outros personagens, por outro lado, são extremamente dignos de nota. Acho que se eu fosse falar em particular sobre cada um deles ficaria a vida inteira aqui nessa resenha. Portanto, eu só digo que cada personagem vale a pena. Todos têm problemas muito graves que se entrelaçam sempre nos problemas dos outros.

Por exemplo: Krystal [Good girls gone bad... take a three...] deve cuidar do irmão mais novo, Robbie, porque a mãe, Terri, é uma drogada viciada em heroina que já passou duas vezes pela clínica de reabilitação de Fields. Elas são cuidadas pela assistente social Kay, mãe de Gaia, e que está envolvida com Gavin, ex-melhor amigo de Barry Fairbrother e que, por sua vez, era o treinador do time de remadoras... Do qual fazia parte Krystal.

Está tudo relacionado, e isso é tão maravilhoso! É uma rede bem feita, forte e sem risco de danos. Até você tirar Barry Fairbrother. E quando isso acontece... Tudo entra em colapso.


[O livro é dividido em seis partes, no total. Sendo a sexta parte o "último capítulo"]

Acho que toda essa rede de intrigas, mortes e coisas ainda mais horríveis deixa o livro com um clima perfeito. Sinceramente, eu não conseguia imaginar a autora de uma série tão jovem quanto Harry Potter, escrevendo algo desse tipo - não que eu não acreditasse na capacidade da mulher, mas... Fiquei surpresa. Não é como alguns autores que escrevem coisas sobre o mesmo universo dezenas de vezes e lançam trilogias que são basicamente a mesma coisa, sobre o mesmo mundo. :)

De qualquer modo, o livro é verdadeiramente surpreendente, e eu não preciso nem falar da escrita da Rowling; impecável, como sempre. Sabe prender o leitor e não deixa nenhum ponto fora da linha da história.

Outra coisa bem retratada também é que os personagens mais novos - como Andrew, Bola Wall, Gaia... - não são "infantis", ou retratados de forma infantil. E nem mesmo os bebês, como o Robbie - claro, ele é um bebê, mas não é mostrado ao público de forma "own, tem esse bebê lindo aqui", como eu vejo muitas vezes. Os adolescentes são tão 'polêmicos' quanto os adultos, e até mesmo as crianças/bebês não são tão extremamente adoráveis assim.

Voltando a falar sobre a trama:

Acho que a rede criada pela Rowling foi tão bem feita, que o enredo não tem praticamente nenhum erro. Quer dizer, ela pensou em todos os detalhes, como sempre, e criou algo que, ao ser lido, você não consegue encontrar nenhum erro - ao menos eu não consegui.

E pensando agora, eu sinceramente não vejo nenhum ponto da história que foi "encheção de linguiça" ou criado apenas para aumentar a história, e que normalmente me deixa com tédio. Não, não houve nada assim. Cada ponto da história é necessário por algum motivo que, mais para frente, irá se mostrar importante. Desde a criação do site do Conselho, até a Sukvinder [aliás, a melhor personagem de todas, q].

Esse é outro ponto maravilhoso, aliás. Rowling não teve medo de escrever, de narrar o que queria narrar. Essa foi uma das coisas que me irritou DEMAIS nos livros do John Green, por exemplo. O cara parece que vai começar a escrever algo polêmico e mega interessante e, de repente, muda de assunto. Como se ele tivesse medo de fazer os adolescentes que leem seus malditos livros pensarem um bocado, ou se questionarem.

Eu odeio isso com todas as minhas forças. Por isso não gosto do John Green.

[Vai me dizer que essa coisa não parece Hogwarts? Se você forçar a vista, dá até pra ver o Harry ali!]

Acredito que a única coisa que tenha me deixado meio "bolada" com o livro, foi o "motivo final". Quer dizer, vou dar uma explicada aqui para vocês rapidamente, sem dar spoilers:

Após a morte do Fairbrother, algumas pessoas começam a querer se candidatar a seu lugar de Conselheiro. Por trás disso, há sempre questões de 1) intrigas e raivinha entre as pessoas [Tem gente que não gosta do Pombinho Wall e ao mesmo tempo não gosta do Howard - pior família, aliás], 2) tramas envolvendo os tais candidatos [um tentando sabotar o outro, sempre] e 3) Fields/Yarvil X Pagford [porque Pagford é um distrito de gente rica e idiota que odeia o pessoal pobre e drogado de Fields que, originalmente, era para ser um bairro do distrito de Yarvil].

Acontece que, antes das eleições para Conselheiro [por isso o X em vermelho na lombada do livro! Notei agora isso q], ocorre alguns "eventos" que deixam os candidatos em uma situação meio... Constrangedora. E esses eventos são causados porque... Bem, por motivos tão.. Não comuns com o que acontece durante todo o maldito livro, que eu fiquei indignada!!

Quer dizer, o tempo inteiro eu estava lá, feliz, esperando mortes e explosões e sangue e ratos, e de repente... Isso. E por conta de 'x', feito por 'y'.

É um tanto quanto decepcionante, J. K., um tanto quanto decepcionante.


MAS, fora isso, eu gostei mesmo do livro. De verdade. Não é um dos meus favoritos, mas é muito bom e eu pretendo comprá-lo/ganhá-lo para colocar na minha estante. Acho que todos deveriam ler, e ficar já preparados para o fato de que a linguagem, a trama e tudo do livro são totalmente adultos e nada a ver com Harry Potter - a não ser o fato de tudo ser britânico! :D Risos



É isso. Comentem aqui o que acharam do livro, ou suas expectativas com relação a ele.

~ Biacinha

18 de abril de 2015

Vikings - A Primeira Temporada



A série Vikings tem somente duas temporadas na Netflix, o que já é o bastante para ME causar calafrios, porque eu realmente não quero terminar a segunda temporada, caçar a terceira na internet e ter que esperar [suando frio de ansiedade] por novos episódios lançados a cada domingo.

Acho que essa é a sensação que todos os acompanhantes da série têm, porque é simplesmente impossível ficar mais de alguns dias sem ver um único episódio, sem acompanhar Ragnar ou ver o crescimento dos antigos personagens [como Bjorn] e seu amadurecimento.

Mas, de qualquer modo, estamos aqui para falar da primeira temporada e é o que farei agora.



Vikings é uma série que, obviamente, fala sobre vikings: o modo de viver na sociedade viking, os guerreiros, as mulheres, as vestimentas, as guerras, a política viking... E talvez a primeira coisa que a pessoa "espere" ver na série seja 1) guerras sangrentas e 2) um povo fascinante com a sua religião igualmente fascinante: mitologia nórdica [que, pra quem não conhece, engloba Odin, Thor, Thyr, Freja... Alguns deuses desse leque -q].

Óbvio que se a pessoa for se basear nos resumos de episódios do Netflix ou do Banco de Séries, não vai encontrar exatamente o que espera [os resumos são péssimos], mas logo de cara ela encontra o que procura, pois justamente no primeiro episódio temos algumas mortes interessantes e bem feitas, discussões, politicagem e, especialmente, Deuses [não em pessoa, mas mencionados. O tempo inteiro temos os deuses nas bocas dos vikings e isso é simplesmente sensacional].

Começamos a temporada com o Ragnar Lothbrook, o protagonista, querendo a todo custo mudar a direção de viagem dos vikings - eles sempre vão para Leste, mas dessa vez o fazendeiro quer destinar a viagem a Oeste! - e invadir as terras da chamada Inglaterra; um local "misterioso", que os vikings não conhecem muito bem e que aparece nos "boatos dos vikings" como um lugar cheio de ouro e terras. Certamente que isso será o problema principal da série, ou pelo menos dos primeiros episódios.

Aos poucos nós vamos conhecendo melhor a aldeia, os fazendeiros e guerreiros e também a família e circulo social do Ragnar: há a família dele, composta pela Lagertha, Bjorn e Gida - além do irmão dele, Rollo - e também os amigos do cara. Aprendemos um pouco sobre a política do local, em si, sobre o Conde e sua total falta de democracia, e também vemos os vikings entrando cada vez mais na Inglaterra e no novo modo de navegação.



Penso que o mais impede a pessoa de abandonar a primeira temporada de vikings é, além do elenco e de personagens sensacionais, a trama em si: não é apenas um bando de vikings dando nas caras uns dos outros com seus machados ou vikings fazendo sexo nas esquinas. É uma série complexa, com uma trama bastante intrigante, e, diferente de muitas outras séries, tem algo a mais além das brigas infinitas e desnecessárias e das 45435343545 cenas de nudez [90% delas sem sentido algum].

Na realidade, eu vi algumas críticas que comparavam - de uma forma nada lógica - Vikings a Game of Thrones.

Bem. Eu vi as duas séries, e inclusive li todos os livros de Game of Thrones e digo que nenhuma delas tem algo um comum. O tema de GoT é completamente diferente do tema de Vikings; o clima de GoT é outro, a forma como os personagens são apresentados e "usados" pelo George Martin é outra bem diferente da forma como os personagens de Vikings são colocados na trama da série e, especialmente, uma tem sua profundidade totalmente voltada para outro tema. Game of Thrones é uma série de livros/televisão muito mais voltada para o período medieval, muito mais relacionada com a fantasia em si do que Vikings, que obviamente vai falar sobre Vikings e ponto final.

Talvez essas pessoas estejam tratando as séries "de forma única" por conta das batalhas ou talvez do caráter dos personagens [comparando os vikings com os Khals, por exemplo] ou até mesmo com a coisa toda dos Deuses. Infelizmente, uma série está voltada completamente para um tópico e outra para outro tema diferente. GoT não é mais profundo que Vikings porque simplesmente GoT não fala sobre Vikings, e nem se focaria em Vikings e nem sequer pensa em falar sobre Vikings, da mesma forma como Vikings não tem dragões, não tem uma Khaleesi e, especialmente, não tem 454546456 mortes por episódio [-q].



De qualquer modo, voltando para minha análise da primeira temporada.

Cada episódio de Vikings mostra os acontecimentos e decisões de uma forma tão interessante e tão densa, que nem parece que se passam sempre 45min em cada um. Nem parece, aliás, que eu levei alguns dias para terminar a primeira temporada, porque simplesmente eu senti como se tivesse levado horas, ou minutos. A série é tão interessante, tão fluida... Que não tem como se cansar durante os episódios.

Os personagens, aliás, vão crescendo de tal maneira que você acaba se afeiçoando até ao mais desagradável de todos [Rollo qqq] e se surpreende com os acontecimentos que... Deuses, chega até a se sentir mal ou triste por algumas coisas.

Uma das coisas que mais me agradou durante a primeira temporada foi o embate entre a religião católica e a religião nórdica. Athelstan, o padre, contra os nórdicos vikings que acreditam em Odin, o pai de todos, que fazem sacrifícios aos Deuses pedindo por glória em batalha, que sentem gosto em morrer numa guerra para irem ao Valhalla e que sabem que os Deuses podem se enfurecer com eles e amaldiçoar suas famílias e seus atos. A gente vê que, aos poucos, a religião nórdica vai encantando a todos... Que, aos poucos, a gente prefere a nórdica à católica [o clima da série nos transporta direto para essa coisa nórdica, com Deuses e sacrifícios. Impossível não se encantar pelos feitos de Thor ou pela história do Ragnarok, ou então querer ir até o Templo de Uppsala porque, nossa, aquele lugar é lindo demais!].

E isso que é legal. O embate entre a nossa "cultura atual" e a cultura antiga. Ver o pensamento deles, o modo como se comportavam e agiam e suas leis - aliás, eu me identifico muito com o modo deles de viver. As mulheres são tão fortes e impressionantes! Elas não ficam de "mimimi" por conta de uma guerra, ou porque os "homens delas" vão para batalha. Elas pegam o escudo e um machado e vão pra porradaria também! [inclusive as que não são escudeiras, o que é sensacional]. Os caras não ficavam de 'mimimi' por conta das mulheres indo para a batalha, e nem tinha essa coisa religiosa idiota separando socialmente homens de mulheres.



É tão maravilhosamente interessante!! Aliás, outra coisa que realmente me deixou muito contente com a temporada: as mortes são lógicas, e acontecem. Seu personagem? Pode morrer, claro, pode ser decapitado, pode ter uma flecha no meio da cara, pode morrer de qualquer modo, pode ser oferecido como sacrifício... Sensacionalmente sincero.

E o final da primeira temporada... Acredito que não existiu nada mais lógico. Se fosse uma série qualquer criada para agradar os fãs, talvez não tivesse acontecido dessa forma. Acho que tudo o que aconteceu fez sentido, cada episódio, cada tomada de decisão... Cada morte e cada ida. Todos os detalhes fizeram sentido e acabaram chegando a consequencias lógicas - o que me agrada bastante. Óbvio que se você pesquisar na wikipedia sobre os personagens, pode encontrar uns spoilers indesejados, pois há boatos de que Ragnar existiu de verdade [e o Bjorn realmente existiu]. Então, eu diria para não fazer isso.

O final é maravilhoso e culmina no primeiro episódio da segunda temporada.

Eu diria que a primeira temporada fez juz à promessa sobre a série: lógica, impressionante e, especialmente, viking.

16 de abril de 2015

O Código da Vinci [Dan Brown]



Acho que a maior parte dos leitores/cinéfilos/pessoas aleatórias já ouviu falar sobre esse livro, desse autor. Talvez não saibam exatamente sobre o que o livro fala, e talvez até mesmo alguns passassem a não curtir muito o livro depois de lê-lo ou de ouvir um pouco sobre o que se trata.

O Código da Vinci é um dos livros mais lidos no mundo inteiro e inclusive o 20º livro mais vendido [no ranking de livros com mais de 50 milhões de cópias vendidas. No caso, O Código da Vinci vendeu mais de 80 milhões de cópias], contando com outras edições também de outras editoras - tanto da Bertrand Brasil como quanto da Sextante também.

Ele faz parte de uma "série" de livros do autor Dan Brown. No caso, o que conecta os livros dessa série é uma espécie de linha do tempo e o fato de que o protagonista é sempre o mesmo - Robert Langdon. Não há absolutamente nenhum mal em ler 'fora da ordem' [como eu fiz, começando direto pelo Código da Vinci e indo para Inferno], porque a única coisa que mostra essa conexão entre os livros é uma pequena menção ou outra dos acontecimentos de livros anteriores, mas nada que dê spoilers ou, enfim, coisas do tipo.

Para os mais metódicos, a ordem seria: Anjos e Demônios; Ponto de Impacto; Código da Vinci; Símbolo Perdido e, finalmente, Inferno [o mais recente de Dan Brown].
Para os não tão metódicos assim: vamos falar sobre o livro extremamente polêmico cuja adaptação cinematográfica foi quase proibida de ser produzida pelo Vaticano.

Um assassinato dentro do Museu do Louvre, em Paris, traz à tona uma sinistra conspiração para revelar um segredo que foi protegido por uma sociedade secreta desde os tempos de Jesus Cristo. A vítima é o respeitado curador do museu, Jacques Saunière, um dos líderes dessa antiga fraternidade, o Priorado de Sião, que já teve como membros Leonardo da Vinci, Victor Hugo e Isaac Newton.

Momentos antes de morrer, Saunière consegue deixar uma mensagem cifrada na cena do crime que apenas sua neta, a criptógrafa francesa Sophie Neveu e Robert Langdon, um famoso professor de Simbologia de Harvard, podem desvendar.

Os dois transformam-se em suspeitos e em detetives enquanto percorrem as ruas de Paris e de Londres tentando decifrar um intricado quebra-cabeça que pode lhes revelar um segredo milenar que envolve a Igreja Católica.

Apenas alguns passos à frente das autoridades e do perigoso assassino, Sophie e Robert vão à procura de pistas ocultas nas obras de Da Vinci e se debruçam sobre alguns dos maiores mistérios da cultura ocidental - da natureza do sorriso da Mona Lisa ao significado do Santo Graal.

Autor: Dan Brown.
Ano: 2004.
Editora: Arqueiro.
Páginas:421 + capítulo de Anjos e Demônios.

Acho que já deu para ver, pela sinopse, que o livro realmente promete trazer umas discussões bem polêmicas à tona - coisas como Jesus Cristo, Santo Graal e, especialmente, a Igreja Católica [o que ainda me faz pensar que a Igreja deve ter esse livro dando alergia na sua instituição até hoje. RISOS]. E antes de começar, eu sinceramente aviso às pessoas: por favor, comecem o livro com a mente aberta. Claro, nem tudo o que está nele é verdadeiro, mas ainda assim... Para as pessoas "mente fechada", essas coisas podem incomodar bastante.

Já começamos o primeiro capítulo acompanhando o assassinato do curador Jacques Saunière que, segundo a sinopse, está envolvido em alguns grupos bem "polêmicos". Como lemos na sinopse, não é novidade alguma que Jacques antes de morrer deixa uma mensagem, de alguma forma, para sua neta, Sophie, e para o simbologista Robert. Acontece que... o modo como ele é morto, por quem ele é morto e onde ele deixa a mensagem... Já são coisas que deixam o leitor intrigado desde o princípio [ponto para Dan Brown, que sabe fisgar o leitor].

[Este é o livro. Olá]

Durante toda a leitura, acompanhamos Robert e Sophie em sua tentativa desvairada de desvendar quem matou o curador Jacques. Claro que, como simbologista e como um livro de suspense e investigação, teremos muitas idas e vindas dos dois personagens principais e eles quase sendo pegos para, no final, se livrarem e serem perseguidos, etc, etc, etc, etc.

Essa foi uma das coisas que me irritou um pouquinho durante a leitura. Eu não curto muito essa coisa dos herois sempre se safarem ou sempre estarem perto de serem pegos e, DE REPENTE, POR ALGUM MOTIVO DO ALÉM-TUMULO, eles se livram (!!!!). Não suporto esse tipo de coisa e durante a leitura de Código da Vinci essas coisas me irritaram e me fizeram tirar uma estrela ao total [de cinco estrelas]. Quer dizer, o livro poderia ser um pouco mais lógico, certo? Os principais às vezes são pegos e às vezes se ferram demais e muitas vezes eles morrem.

Quer dizer, cadê o sentido disso?

Além do que, não há muito o que falar dos personagens. Há o tipíco protagonista inteligente pra caramba, a garota que se une a ele e também é muito inteligente, e o investigador da polícia que acha que sabe tudo mas não sabe nada [fazendo o Snow] e os ajudantes do investigador da polícia que normalmente podem ser caras descolados, gordos ou idiotas. E, como sempre, há o amigo do protagonista, e o vilão da história. Fim. São personagens típicos, sem muita profundidade psicológica ou qualquer coisa do tipo, com histórias montadas superficialmente [dependendo da importância do personagem] e que de alguma forma se encaixam com a história do livro, em si.

Portanto, o que há de mais rico na história do Código da Vinci não é o elenco.

[Adorei a organização dos capítulos, sem pular muitas linhas ou sem começar em outra página. Gostei mesmo]

De qualquer modo, o restante do livro é muito maravilhoso. Não sei se eu digo isso porque a investigação é feita de uma forma inteligente, lógica e racional, ou se digo isso porque as coisas que envolvem a investigação são perfeitamente polêmicas ou, então, se é porque ao ler essas coisas polêmicas eu fiquei bastante feliz [curto coisas polêmicas, especialmente envolvendo instituições poderosas como o Vaticano].

Aliás, uma coisa que realmente me agradou foi a veracidade de certas coisas que são importantes no livro [como o Priorado de Sião, Opus Dei...]. Logo no começo do livro, temos uma página falando sobre a veracidade dos assuntos, e também sobre os detalhes das obras de arte, dos autores, pintores, etc. Isso torna a história ainda mais interessante, porque você fica se perguntando "e se as coisas que não são verdadeiras... Fossem?".

Mas o que realmente me interessou foi a polêmica.

Caso vocês não saibam, ou sei lá, não tenham notado ainda, Código da Vinci tem seu enredo todo envolvido pela Igreja e pelos pontos da religião católica [Jesus, Maria Madalena, Santo Graal, etc] e o autor, Dan Brown, toca em assuntos e em questionamentos que talvez não sejam muito legais para o Vaticano ou até mesmo para muitos católicos ao redor do mundo. Ao mencionar o Opus Dei, por exemplo [uma organização extremamente conservadora da Igreja Católica que é conhecida por "mortificações corporais", ou seja, penitências corporais, autoflagelamento, etc], o autor talvez esteja tocando em uma ferida que está aberta e que não vai se fechar nunca. Toca em pontos do Vaticano que, eu acho, o atual Papa não queira falar muito sobre.

Ao mencionar Maria Madalena, Jesus e Santo Graal [que poderia ser o Cálice usado por Jesus na santa ceia, OU que é "alguma coisa" relacionada a Jesus e que foi procurada pelo Rei Artur e pelos cavaleiros da Távola Redonda - segundo o mito do Graal - mas que, no Código da Vinci, tem um significado extremamente polêmico para o Vaticano e para católicos mais fervorosos, talvez], acredito que Dan Brown esteja tocando em assuntos que não sejam tão agradáveis de serem discutidos, que não são muito bem aceitos - pelo que deu para perceber - e que, certamente, não são bem vistos por organizações como o Opus Dei.

E isso é legal.

Nada contra o Vaticano, claro, mas eu gosto de livros que cutuquem feridas. Gosto de livros que propõem questionamentos e que, especialmente, façam as pessoas duvidarem do que já escutaram/aprenderam. Não em especial sobre o Vaticano, mas sobre qualquer coisa! Qualquer coisa que promova um questionamento mais avassalador, para mim, é digno de atenção. Por isso gostei tanto de O Código da Vinci; porque ele propõe esse questionamento... Sobre a Igreja e tudo o que ela já alegou.

[Esse é Robert e essa é a Sophie. Atrás, temos a famosa Mona Lisa]

Continuando e deixando as polêmicas de lado, eu diria que Código da Vinci é um dos livros mais lidos, mais vendidos e mais adorado no mundo justamente pelo questionamento que ele traz, pelas coisas que ele aponta e critica e, especialmente, pela escrita.

Eu nunca havia lido Dan Brown antes e, preciso confessar, eu julgava extremamente o autor. Não sei o motivo, mas eu achava que os livros eram ruins ou que, sei lá, eram muito românticos (?). Ainda bem que comecei a ler esse livro, porque eu enxerguei que o autor é muito bom, e que escreve realmente muito bem.

De qualquer modo, o desenrolar do livro e da investigação são bons... Mas o final é um tanto quanto decepcionante. Quer dizer, eu esperava mais, de fato. Eu esperava algo surpreendente de uma forma mais lógica, e não o que aconteceu.

Sem querer dar nenhum spoiler sobre o final ou sobre a história do livro em si, eu acredito que devo falar que, talvez, essa história prometa demais durante o desenrolar de tudo, mas que ao final... Ela é um tanto quanto normal. Eu esperava uma coisa maior, esperava uma grande revelação, esperava QUALQUER COISA MAIS ABSURDA E MAIS LOUCA, mas não o que aconteceu!! Fiquei seriamente chateada com Dan Brown [apesar de que ele está cagando para isso] e com esse final.

Eu queria mais. Esperava mais.

Apesar disso, o livro continuou com quatro estrelas no skoob porque de fato tudo o que envolve a história e a investigação é sensacionalmente polêmico e [FODA] maravilhoso. Eu gostei demais disso, e chegou até a superar esse final meio decepcionante.


No final das contas, o livro é ótimo e a escrita também. Se você quiser ler, prepare-se para ler coisas um tanto quanto questionadoras.

Como eu já vi o filme, pretendo dar aquela resenhada também. O que já posso adiantar é que, mesmo sendo um tanto quanto fiel... O filme deu um jeito de destruir a "ideia questionadora principal" do livro - com somente uma mudança em uma fala, de uma cena.

Até lá :D

13 de abril de 2015

Cinderela (2015)



Confesso que quando fui ver Cinderella, não tinha expectativas nenhuma em relação ao filme. Aliás, tinha: que seria um filme bem “meh”, tipo aqueles da sessão da tarde, que você vê pra passar o tempo e esquece assim que sai da sessão.

Antes de me julgarem, entendam que essa expectativa negativa não foi baseada em “nada”. Na verdade, antes dele estrear, era um dos filmes que eu mais aguardava para ver. Mas depois de sua estreia começaram os comentários negativos e chegou ao ponto do filme ser resumido para mim da seguinte forma: “A única coisa boa do filme são os animais e as roupas bonitas.”

Ah, vá, né. Pagar 16 reais pra ver animais e roupas bonitas eu ia ao zoológico e depois na Forever 21. sdds, forever, pq tão longe :’(

Mas mesmo com o preconceito fui ver. E me surpreendi.

A tal “mosca-mortice” de que acusavam a protagonista não é verdade. Pelo menos não para quem prestou atenção. Lilly James, intérprete da Cinderella, consegue balancear perfeitamente a doçura e força que dão o tom da personagem. A menina tem uma graça invejável, tem a voz doce e todos os outros pré-requisitos de mosca morta, mas sua presença de espírito não passa despercebida, e isso dá vida à Cinderella sem torná-la forçada.



O cliché do príncipe encantado imponente em seu cavalo branco que só aparece para salvar a mocinha também não é verdade. Tiveram o cuidado de dar vida ao príncipe, contar um pouco da sua história, da sua personalidade e relação com o pai (o rei). E tudo foi muito bem interpretado por Rob Stark Richard Madden.


E apesar da perfeita combinação do casal principal, o destaque do filme é inegavelmente a madrasta de Cinderella, interpretada por Cate Blanchett. Que a mulher é boa atriz, todo mundo sabe, mas ela consegue te cativar mesmo no papel de vilão de forma que você quase consegue torcer por ela. Um dos aspectos que me surpreendeu no filme, aliás, foi a relação Cinderella/madrasta. Diferente do clássico onde a madrasta é claramente má com Cinderella a partir do momento em que seu pai morre, a Lady Tremaine do filme atual passa por um processo gradual de  maldade manipulando sorrateiramente a Cinderella a fazer seus caprichos até que ela finalmente se torna sua criada.



Sobre a fada madrinha... Olha, isso na verdade foi um ponto de decepção. Acho que talvez tenha botado uma expectativa muito grande sobre a Helena Bonham Carter, mas achei a atuação dela um tanto forçada demais. Sinceramente, a fada madrinha interpretada por ela parecia que tinha tomado uns drinks antes de aparecer por lá. Muito avoada, muito desastrada, muito muito. E embora a intenção desse exagero todo fosse dar um tom de humor à cena, talvez o diretor da próxima vez prefira ficar com a máxima do “menos é mais”.

Máxima que se aplica, por exemplo, à trilha sonora. A canção de ninar “Lavender’s Blue” embala o filme todo, intercalada com algumas outras poucas músicas instrumentais, gruda na sua cabeça de uma forma boa, e te faz sair da sessão com uma vontade enorme de dançar igualzinho o príncipe dança com a Cinderella.




Recomendo o filme para todos. Todas as idades, todos os gostos. Ele tem comédia, romance e intriga na medida certa para agradar a todos os públicos, não fica cansativo e te surpreende mesmo você conhecendo o conto de trás para frente. 


Ah, e os animais são muito bons mesmo. E as roupas bonitas também. 

Corre pra ver que vale a pena!

Richard Madden 8

12 de abril de 2015

Game of Thrones - Primeiro Episódio


ATENÇÃO: A RESENHA A SEGUIR CONTÉM POSSÍVEIS BREVES E SUAVES SPOILERS [se comparado com o que você vai ouvir, meu querido leitor, fique feliz por ser só isso]


YAY! Depois da superespera de quase 1 ano, enfim começou a nova temporada de Game Of Thrones! [ok que na madrugada anterior ao dia da estreia tinham vazado 4 dos primeiros episódios, maaas tentei me controlar porque afinal a temporada só tem 10 episódios, e se eu visse tudo num dia ia ter que esperar 1 mês pro próximo...].

Devo dizer que esse primeiro episódio não foi assim "OMFG QUE COISA INCRÍVEL JESUS", porque não foi, foi só ok...

O episódio começa com a Cersei pequena indo com uma amiguinha, que não sabemos o nome, indo visitar uma bruxa que vê o futuro. Claro que não sabemos logo de cara que é a Cersei, mas dá pra perceber porque, gente, que atriz mirim ótima aquela, falou com a mesma entonação que a atriz da Cersei adulta -q.

Então a série volta pros """""dias atuais""""" e continua mostrando o funeral do Tywin Lannister, mostrando a chegada do Tyrion a Pentos, aliás acho importante comentar que a abertura teve uma pequena modificação já que muita coisa dessa temporada se passará lá pros lados de Pentos. Enfim, o Lorde Varys explica pro Tyrion o motivo pelo qual o resgatou [que seria o de ajudar a meio que “guiar” a Daenerys para o trono de ferro].

E a série já começa sangrenta, bem antes da metade do episódio já rola pescoço sendo cortado. Um dos Imaculados da Daenerys é morto num bordel e ai vem o questionamento sobre o fato dela ser rainha do lugar. Lembram-na de que ela não é a “mãe dos imaculados” e sim “mãe dos dragões”.  Ao ser lembrada deste fato, ela resolve ir visitar seus “filhos” que estão presos e encontra 2 dragões loucos de fúria cuspindo fogo na cara dela etc. Vale aqui uma comparação com cachorros, todo cachorro que é preso e tende a ficar mais violento, acredito que o mesmo aconteça com dragões. E claro, o 3º está desaparecido no mundo [Drogon].

E como eu disse que a série já estava sangrenta, teve uma segunda morte no final do episódio, lá pela muralha onde Stannis conversou com o Jon Snow para pedir pra ele convencer o Mance para pegar seu exército de selvagens para lutar com ele em Winterfell, caso ele não aceitasse... Seria morto queimado. Ele não aceitou e foi pra fogueira [oh, really]. O Jon deu uma flechada quando ele estava lá ardendo em fogo pra não ser uma morte dolorosa.


E esse foi o primeiro episódio da série...bastante mediano eu diria, nada demais, nenhum personagem novo...a série começou bem calma. Eu honestamente tentarei não ver os outros 3 episódios que já tem na rede, e mesmo se ver só postarei resenha depois que eles forem televisionados pela HBO, porque o mundo já tem spoiler demais sobre GOT para eu ajudar [hahah].

Mas e vocês? O que acharam do primeiro episódio? Gostaram? Acham que essa temporada será melhor que a anterior? Deixem aqui embaixo suas opiniões!